<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-8272760</id><updated>2012-02-17T05:06:11.183Z</updated><title type='text'>A Armadilha das Palavras</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://armadilhadaspalavras.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8272760/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://armadilhadaspalavras.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8272760/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>Shinho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11205520394386750194</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>110</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8272760.post-4902411240088967910</id><published>2009-06-29T17:38:00.001+01:00</published><updated>2009-06-29T17:40:52.076+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>(Não me importa o que digam do estilo, eu preciso de te escrever... Vou contar-te uma história, amor.)&lt;br /&gt;Chegaste com o vagar de outro dia qualquer, entraste de repente e arrebataste-me corpo e alma, gestos e olhar. Eu perdi-me por ti. Eras tudo - a luz que te saía do rosto, o modo como brilhavas com o olhar, a maneira como iluminavas os dias com o teu sorriso. Escrevi-te vezes e vezes sem conta, a ti e às canções que trazias no olhar, às tuas mãos no meu cabelo e depois na minha pele - eu só queria escrever-te, escrever a volta que me deste à vida, gritar ao Mundo as borboletas que me fazias sentir. Foste a revolução de uma vida, da minha, e era tudo o que importava para que o meu sorriso permanecesse. E o meu sorriso permanece, mas por mim.&lt;br /&gt;Eu juro que não sei para onde foram as canções, amor, nem as borboletas, nem a tua luz. O aperto no peito que sinto é por me perderes. E eu juro que não queria perder-nos.Não sei o que fazer agora com tantas lembranças, amor. Porque elas continuam lá. Eu continuo contigo, por todo o lado. Como se a tua voz ainda me enchesse o peito. A verdade é que não sei ficar sem ti, porque nunca me imaginei sem nós. Mas os dias vão, os amores acabam, as canções calam-se e os segredos mudam. Deixas-me quase vazia, amor, e se não fossem as lembranças a nossa história seria um lugar comum. Nós fomos diferentes, sempre fomos melhores, superiores a tudo o resto, indiferentes porque o Mundo era o nosso chão e tínhamos a força de cem beijos à chuva. Os amores acabam, e eu juro que não sei o que fazer aos dias agora que tu já não brilhas neles. Não é por mal que te deixo, amor. E o que fomos sufoca-me um pouco de cada vez. Mas sem as canções eu não sei continuar. Perdeu-se o encanto. Perderam-se as palavras. Perderam-se os teus lábios nos meus e tudo o que saía deles para o meu peito. O teu olhar, a tua luz. Perdeste o meu riso por entre as tuas mãos e perderam-se os segredos, os teus dedos, os sorrisos, o luar. Menos a tua voz. Eu não sigo sem a tua voz. Não vou partir sem que me digas que a tua voz vai comigo. Eu não a quero de mais ninguém... Juro que não sei porquê, mas eu não a quero noutro peito.&lt;br /&gt;Vou começar a dizer-te adeus, amor...&lt;br /&gt;Vais sempre arder-me no peito.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8272760-4902411240088967910?l=armadilhadaspalavras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://armadilhadaspalavras.blogspot.com/feeds/4902411240088967910/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8272760&amp;postID=4902411240088967910' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8272760/posts/default/4902411240088967910'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8272760/posts/default/4902411240088967910'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://armadilhadaspalavras.blogspot.com/2009/06/nao-me-importa-o-que-digam-do-estilo-eu.html' title=''/><author><name>ninguém</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8272760.post-8743807346478585127</id><published>2009-06-29T17:36:00.002+01:00</published><updated>2009-07-11T15:23:47.295+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Os meus dias foram teus. Apareceste com o vagar de outro dia qualquer, tocaste-me o rosto, duas palavras e tudo mudou. São para ti estas linhas que escrevo, amor. Dava tudo para não deixar de te escrever. Mas agora que as canções nos teus olhos silenciaram, resta-me pouco mais do que palavras perdidas no papel. Dava tudo para não deixar de te ouvir. Dizias-me tanto sem palavras, a noite caía e eu também no teu abraço, a cabeça no teu peito e a mão enroscada na tua, quando é que o tempo deixou de parar para nós? Tento escrever-te mas já não me sais do peito como antes, as palavras não costumavam chegar, perdeste-me e eu perdi-nos, como gostava de nos achar... Dava tudo para te reencontrar. Para que as palavras não chegassem. Para que voltasse a sair luz do teu rosto e canções do teu olhar. Para que as recordações não me apertassem o peito. Para voltarem os beijos à chuva... Para me fazeres voar. Já não sei o que dizer, amor. Perderam-se as palavras. Calaram-se as canções. E eu sei que, ainda assim, a tua ausência vai ser sentida como nenhuma outra, vou desejar para sempre as tuas mãos no meu rosto, a tua boca, o teu olhar. A tua luz, a tua voz. Dava tudo para não me esquecer de nós...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8272760-8743807346478585127?l=armadilhadaspalavras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://armadilhadaspalavras.blogspot.com/feeds/8743807346478585127/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8272760&amp;postID=8743807346478585127' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8272760/posts/default/8743807346478585127'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8272760/posts/default/8743807346478585127'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://armadilhadaspalavras.blogspot.com/2009/06/os-meus-dias-foram-teus.html' title=''/><author><name>ninguém</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8272760.post-7290783175465054355</id><published>2009-06-29T17:34:00.002+01:00</published><updated>2009-06-29T17:36:31.716+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Quem me dera ter-te mandado mais um beijo, amor. Quem me dera os meus olhos ainda fixos nos teus, que o meu sorriso ainda te encontrasse, tocar-te mais, abraçar-te mais. Voltasse o tempo atrás e eu não perdia um instante. Tenho o rosto traçado pela falta que fazes, sombreias as palavras que vou escrevendo como se elas te levassem um pouco. Vou debitando, um a um, cada pedaço das minhas recordações de ti, cada traço que ficou do teu sorriso, cada gesto que nos fez como fomos. E a verdade, meu querido, é que mesmo sem querer esquecer-te, porque te trouxe no peito a cada momento, há (grandes) pormenores que começam a ser difíceis de recordar. Quem me dera ter-te guardado só por mais um instante, ter-te gravado só mais uma linha do rosto, mais um tom da voz, quem me dera ter-te apertado com mais força contra o peito, só mais uma vez. Agora que não te tenho, amor, nada em nós foi suficiente. Os dias foram curtos demais e as noites nem chegaram para ficares nos meus braços, para eu saber o teu abraço, para ainda estar no teu colo a decorar segredos. Quem me dera ainda saber o teu beijo, mas o tempo não me chegou para decorar o gosto dos teus lábios contra os meus.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Foram tantos os instantes, mas eu dava tudo por outro segundo a segurar a tua mão, a cravar os dedos nos teus, a desfiar sonhos contigo. Dava tudo por um último pôr-do-sol, por mais um nascer da Lua, para ouvir o teu riso mais uma vez e poder decorá-lo, porque sabia que seria a última. Nada é suficiente agora que não estás, amor - e se eu soubesse... eu teria ficado acordada mais uma vez, só mais uma vez, a decorar o teu rosto, para o ter agora mais perto do meu.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8272760-7290783175465054355?l=armadilhadaspalavras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://armadilhadaspalavras.blogspot.com/feeds/7290783175465054355/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8272760&amp;postID=7290783175465054355' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8272760/posts/default/7290783175465054355'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8272760/posts/default/7290783175465054355'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://armadilhadaspalavras.blogspot.com/2009/06/quem-me-dera-ter-te-mandado-mais-um.html' title=''/><author><name>ninguém</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8272760.post-1890335150574855955</id><published>2009-03-29T22:30:00.000+01:00</published><updated>2009-03-29T22:31:14.551+01:00</updated><title type='text'>Houve tempos....</title><content type='html'>Houve tempos em que o dia era só esperar o escurecer...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8272760-1890335150574855955?l=armadilhadaspalavras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://armadilhadaspalavras.blogspot.com/feeds/1890335150574855955/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8272760&amp;postID=1890335150574855955' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8272760/posts/default/1890335150574855955'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8272760/posts/default/1890335150574855955'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://armadilhadaspalavras.blogspot.com/2009/03/houve-tempos.html' title='Houve tempos....'/><author><name>Shinho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11205520394386750194</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8272760.post-5055321509726012731</id><published>2008-10-23T00:18:00.001+01:00</published><updated>2008-10-23T00:18:51.707+01:00</updated><title type='text'>Para Sempre.</title><content type='html'>Há momentos que me enchem o peito. Como este, amor. Estás aqui e os meus olhos decoram-te os traços e o olhar. Trazes contigo cada memória, cada dia, cada luar que prometeste ser só meu. Deste-me tanto em cada noite, trouxeste-me tantos sorrisos que ter-te aqui, à minha frente e atrás da eternidade, vale por sempre que não pudeste estar. É ter-te aqui por inteiro, numa noite em que os beijos à chuva não chegavam para te amar. E momentos como este enchem-me as mãos, amor. Enchem-nas de ti e de segredos e da chuva dos dias, do silêncio das noites - enchem-nas de nós. De palavras que não podem ser ditas porque nunca servirão para ti. Ainda és tu, perfeito demais na tua imperfeição, com toda a luz que te coube, a fazer-me passar pelos dias, a fazer-me correr para que o amanhã se apresse a chegar com o que pode ser outro sorriso. És tu, amor, que me dás a mão cheia de nada e a cravas na minha e ainda és tu, sobretudo, que me levas a voar. Ainda sou eu que me quedo perante o teu rosto enquanto todas as sombras dos teus traços, todos os teus contornos emanam luz e sorrisos e caminhos por onde não sei ir sem ti. Os teus olhos ainda soltam canções e os teus lábios, a tua voz. As tuas mãos ainda não deixam as minhas. E a melodia no teu olhar, a sintonia do teu peito com o meu, ainda fazem parte dos caminhos que corres comigo. Continuas lá, amor, no fundo do que me faz mover, no cerne dos meus motivos, como os dedos que tocam o rosto e que sem querer provocam sorrisos. É aí que eu te espero sempre, para sempre. Com uma mão cheia da tua e a outra cheia de nós. Para sempre.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8272760-5055321509726012731?l=armadilhadaspalavras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://armadilhadaspalavras.blogspot.com/feeds/5055321509726012731/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8272760&amp;postID=5055321509726012731' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8272760/posts/default/5055321509726012731'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8272760/posts/default/5055321509726012731'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://armadilhadaspalavras.blogspot.com/2008/10/para-sempre.html' title='Para Sempre.'/><author><name>ninguém</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8272760.post-1776617964346733117</id><published>2008-10-22T23:44:00.001+01:00</published><updated>2008-10-22T23:50:17.019+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>É tarde, o relógio marca já as duas horas e enquanto a madrugada avança eu penso em ti. Não consigo esquecer-te, amor. Há tantas coisas só nossas, como esquecer os sorrisos, os segredos, os silêncios, as cumplicidades? Como tirar o teu rosto da recordação, como apagar as nossas noites? Eu quero-te de volta, amor. Por muito que eu me mantenha ocupada, por muito que tente, por muito que fuja das nossas canções e dos nossos lugares, tu estás sempre comigo, a tua mão mantém-se na minha, o teu cheiro na minha pele, os teus lábios no meu rosto. Estás ainda tão perto, meu amor. Pergunto-me se também te acompanho em noites como esta. Eu ainda sonho contigo, não só durante a noite, a tua ausência é-me próxima demais para que a possa ignorar. Não sei o que te dizer, amor. Enlouqueço. De solidão, de saudade, de gritar o teu nome sem que o ouças, de nos sonhar - enlouqueço, lentamente. Um dia vais procurar-me e já não vais encontrar-me aqui, porque me perdi de vez, porque nos perdi de vez. Não sei o que te dizer, amor. Já é tarde e os meus olhos não se fecham, nem por um minuto. E se eu adormeço e não te vejo chegar? Eu ainda espero que tu chegues, eu ainda espero que apareças e aí eu quero estar sã o suficiente para te cair nos braços desfeita em lágrimas. Percebi que não sei perder-te, não sei como te perder, como não te viver, amor. Como não nos rever em cada momento que foi só nosso.&lt;br /&gt;É tarde, o relógio marca agora as duas e meia, ainda não me habituei à lentidão que os dias têm sem nós. Ouço o barulho de uma televisão algures, de vez em quando o ruído de um carro a passar na rua, um murmúrio do gato a espreguiçar-se. É melhor assim. O silêncio absoluto só me traz a tua voz e não me deixa descansar, o teu rosto enlouquece-me de vez - é melhor assim. Vou deixar os ruídos de fundo, vou apagar a luz - e vou ficar à tua espera, amor. E se eu adormecer sem que tu chegues, tanto melhor - nos meus sonhos esperas-me, com toda a certeza, com o teu sorriso e o teu conforto que não me deixam enlouquecer.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8272760-1776617964346733117?l=armadilhadaspalavras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://armadilhadaspalavras.blogspot.com/feeds/1776617964346733117/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8272760&amp;postID=1776617964346733117' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8272760/posts/default/1776617964346733117'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8272760/posts/default/1776617964346733117'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://armadilhadaspalavras.blogspot.com/2008/10/tarde-o-relgio-marca-j-as-duas-horas-e.html' title=''/><author><name>ninguém</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8272760.post-930177004667680172</id><published>2008-08-23T15:38:00.001+01:00</published><updated>2008-08-23T15:39:55.088+01:00</updated><title type='text'>Quero apenas cinco coisas...</title><content type='html'>Quero apenas cinco coisas...&lt;br /&gt;Primeiro é o amor sem fim,&lt;br /&gt;A segunda é ver o Outono,&lt;br /&gt;A terceira é o grave Inverno,&lt;br /&gt;Em quarto lugar o Verão.&lt;br /&gt;A quinta coisa são os teus olhos.&lt;br /&gt;Não quero dormir sem os teus olhos.&lt;br /&gt;Não quero ser... sem que me olhes.&lt;br /&gt;Abro mão da Primavera para que me continues olhando.&lt;br /&gt;*&lt;br /&gt;Pablo Neruda&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8272760-930177004667680172?l=armadilhadaspalavras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://armadilhadaspalavras.blogspot.com/feeds/930177004667680172/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8272760&amp;postID=930177004667680172' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8272760/posts/default/930177004667680172'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8272760/posts/default/930177004667680172'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://armadilhadaspalavras.blogspot.com/2008/08/quero-apenas-cinco-coisas.html' title='Quero apenas cinco coisas...'/><author><name>ninguém</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8272760.post-8534726934197677655</id><published>2008-07-06T22:03:00.003+01:00</published><updated>2008-07-06T22:08:21.466+01:00</updated><title type='text'>Cinco dias.</title><content type='html'>Faz hoje cinco dias que não te tenho, amor. Muitos não poderiam, de modo algum, perceber. Cinco dias? O que são cinco dias?! Para mim, amor, cinco dias são uma eternidade - 120 horas sem ver o teu sorriso. E apesar de toda a minha vida ter mudado, pouca coisa à minha volta mudou. Tirei a aliança do dedo e guardei-a num lugar visível demais para que não me possa esquecer que ela não pertence ali, tirei a nossa fotografia do ecrã do computador e troquei-a por um pôr-do-sol que não me faz pensar menos em nós, troquei o nome carinhoso com que aparecias no meu telemóvel pelo teu nome - mas as tuas mensagens continuam todas lá. Deixei de poder ouvir a tua voz, de poder olhar-te enquanto me olhavas, o céu deixou de ter o mesmo azul, eu já não tenho o teu abraço. Eu não consigo esquecer-te, amor. Não consigo sequer deixar de te chamar amor. Que me importa que o Mundo continue a girar, se o teu sorriso já não me ilumina os dias? O tempo passa-me agora completamente ao lado, é como te disse, meu querido, eu vivo, mas num sítio muito mais escuro agora que não estás. As noites tornaram-se o meu território, é nelas que te lembro, que nos lembro, são as horas que reservo para pensar em ti e para, finalmente, deixar cair algumas lágrimas que me recuso a perder durante o dia.Confesso, meu amor, que espero que sintas a minha falta, tanto como eu sinto a tua, de uma maneira tão insuportável que, um dia destes, não aguentas mais a minha ausência e vens bater-me à porta, eu abro e tu encostas os teus lábios aos meus... Eu sei que te disse para seguires a tua vida, mas na verdade eu espero que não o consigas, não sem mim, eu sei que te disse que era melhor assim mas a verdade é que a tua ausência me rasga os dias e me fere o peito como nunca antes me tinha acontecido, amor... As saudades que tenho de ti moem-me o coração. Como to dizer? Como te mostrar que sem a tua voz eu não quero ouvir mais nada, como te fazer saber que não te esqueço, nem por um minuto, nem por um só segundo, amor? Como te contar que todos os nossos momentos, todos eles sem excepção, me batem ainda no peito e me fazem chorar todas as noites? Como te dizer que te quero de volta aos meus dias, como te dizer que eu sei que errei e que já perdoei e esqueci todos os teus erros, meu querido? Como contar-te isto tudo, como pedir-te que voltes, quando os meus lábios se cerraram na última vez que os beijaste?&lt;br /&gt;Eu espero que ouças a minha prece no silêncio das noites que passas agora sem mim, espero que ela te chegue no beijo que te envio sempre antes de adormecer, espero que sintas com ele as saudades que tenho de ti e que percebas que afinal, amor, podes voltar...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8272760-8534726934197677655?l=armadilhadaspalavras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://armadilhadaspalavras.blogspot.com/feeds/8534726934197677655/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8272760&amp;postID=8534726934197677655' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8272760/posts/default/8534726934197677655'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8272760/posts/default/8534726934197677655'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://armadilhadaspalavras.blogspot.com/2008/07/cinco-dias.html' title='Cinco dias.'/><author><name>ninguém</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8272760.post-8059744072571977604</id><published>2008-06-03T16:31:00.002+01:00</published><updated>2008-06-03T16:34:07.795+01:00</updated><title type='text'>As palavras que nunca te direi...</title><content type='html'>Sonhei contigo esta noite, amor...&lt;br /&gt;Apareceste como antes, o meu sorriso saltou e tu ficaste. Lembro-me que o Mundo era redondo outra vez, que os teus braços me apertaram e, como antes, éramos nós. Ias fazer-me uma confissão ao ouvido quando acordei... Estás tanto em mim durante o dia que à noite, invariavelmente, sonho contigo... Fui tua em tantas noites, houve tantos momentos só nossos, tantas vezes me perdi nos teus braços. O que queres que te diga agora, amor? Perderam-se as palavras. O meu corpo apagou-se e circunda agora, errante, pelas esquinas em que antes te encontrava, o meu coração está frio e o meu peito, tão vazio como um deserto. De resto, ainda que já não o veja, ainda é o teu sorriso que me aquece um pouco a alma, ainda são as memórias do que fomos que me afagam com a mornidão dos dias que podíamos ter sido. Perdi as palavras num beijo, o último que trocámos, amor, e com ele ficou também a outra metade de mim. Sou só metade agora, falta-me a parte de dentro que hoje me esvazia o coração. Ecoaste-me tantas vezes no peito que, agora, é-me difícil não te ter. As palavras esgotaram-se para que te pudesse dizer que ainda te ouço o tempo todo, às tuas gargalhadas e ao sentido que me davam à vida, às tuas promessas e ao quanto me preenchias com o teu amor. Eu sei que te disse que esperava por ti, mas os dias tornaram-se mais escuros na tua ausência... E agora que não estás, agora que eu não estou, o teu rosto arde-me no peito como se nunca tivesses partido, tanto que não consigo parar de te chamar amor... Não perdi ainda uma lágrima, porque elas gastam-se por dentro, sinto-as a percorrerem-me a alma neste momento, em que todo o meu ser grita o teu nome de tanta saudade. Como vês, eu vivo, mas as cores do Mundo apagaram-se na tua ausência, no quanto que afirmo que nunca te vou esquecer.&lt;br /&gt;Quero que saibas que ainda te sinto... Mas nunca te direi a falta que me fazes, meu amor.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8272760-8059744072571977604?l=armadilhadaspalavras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://armadilhadaspalavras.blogspot.com/feeds/8059744072571977604/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8272760&amp;postID=8059744072571977604' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8272760/posts/default/8059744072571977604'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8272760/posts/default/8059744072571977604'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://armadilhadaspalavras.blogspot.com/2008/06/as-palavras-que-nunca-te-direi.html' title='As palavras que nunca te direi...'/><author><name>ninguém</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8272760.post-7745746950663698855</id><published>2008-05-06T19:02:00.002+01:00</published><updated>2008-05-06T19:09:46.279+01:00</updated><title type='text'>Para ti, amor.</title><content type='html'>Hoje apetece-me escrever-te, amor. Apetece-me desenhar, letra por letra, o tanto que significas para mim. Contava-te tudo, se pudesse, mas ainda hoje as palavras não chegam - continuas a ser demais para o meu vocabulário, para qualquer poema, para qualquer verso de qualquer autor, porque nunca houve um amor assim. Costuma dizer-se que as coisas acontecem quando menos se espera. Tu aconteceste num dia de Verão, mesmo quando eu não esperava por ninguém, e o teu sorriso arrebatou-me a alma sem que eu pudesse (ou quisesse) evitar. Eu não te esperava, não esperava ninguém, muito menos alguém que conhecia há tanto tempo e que me mostrou, naquele Verão, uma parte de si que eu não sonhava existir em ninguém.&lt;br /&gt;Lembro-me muitas vezes desse dia, do início de tudo, dos sorrisos que, de repente, me inundaram os dias, repletos de ti. Lembro-me do aperto no coração, do nó na garganta, das borboletas que me esvoaçavam no estômago sempre que se aproximava o momento em que ia ver-te. Começámos a namorar às escondidas, o que tornou tudo ainda mais interessante, o desejo de sentir os teus beijos era maior, de andar de mãos dadas contigo, de te abraçar sempre que não podia... Lembro-me dos olhares, os sinais que trocávamos sempre que havia alguém por perto e não nos podíamos tocar. E das desculpas que inventávamos para ficarmos só os dois. Lembro-me também, perfeitamente, de como adorei ir-te conhecendo, de como cada parte que ia descobrindo me fazia sorrir mais e mais, do modo como ficava surpreendida com a quantidade de coisas novas que aprendia contigo e sobre ti, aquele que eu já conhecia há tanto tempo - e tão mal! E guardo ainda os textos que te escrevi na altura, ao longo dos primeiros meses, os textos cujas palavras, pela primeira vez, não eram lamentos arrastados pelas folhas.&lt;br /&gt;Hoje escrevo, essencialmente, a tua ausência, amor. Escrevo a falta que me fazes a cada dia, o vazio que deixaste nas horas livres que agora não sei como ocupar. Deixei de usar relógio, porque as horas já não interessam, o meu tempo passou a ser contado pelos dias, os dias que passam e os que faltam para voltar a ver-te. O tempo ganhou um sentido diferente, de tão devagar que anda quando não estás. Agora é a tua ausência que me marca os dias, amor, em vez do sorriso com que antes os iluminavas. Eu sinto-te a falta, sinto a saudade a apertar-me o peito sempre que penso em ti, sempre que uma fotografia me traz o teu rosto ou uma canção, o teu olhar. Estás longe, mas no meu coração o teu lugar mantém-se, o canto que ocupaste sem me pedires licença e que encheste com a tua voz. Estás longe, mas estás por todo o lado, meu querido - no ar que respiro, nas paredes do meu quarto, nos lençóis da minha cama, nos meus lábios, nos segredos que eles já te contaram ao ouvido... Hoje quis escrever-te e a cada contorno da tua pele, lembrar cada momento que já vivemos juntos, cada pedaço do teu ser que venero como nunca o tinha feito com ninguém. Sinto a tua falta tanto quanto te desejo, meu amor, a ti, com tudo o que és, com toda a luz que te sai do olhar, com cada ruga que se forma à volta dos teus olhos quando sorris - desejo-te, com a força de cem beijos à chuva, com cada poro da minha pele, com cada canto do meu peito que grita o teu nome. Mesmo a quilómetros de distância, o teu perfume mantém-se, o toque da tua pele, o teu calor, a maneira como a tua mão segura a minha quando passeamos ou como os teus dedos me afastam o cabelo do rosto, continua tudo tão perto como se nunca tivesses partido, meu amor... A urgência de te sentir, agora, é tanta que não consigo parar de te escrever, como se as palavras que nunca me chegaram deixassem as tuas mãos mais perto do meu rosto. Deixa-me só dizer-te mais uma coisa, amor... Eu consigo esperar por ti. Impossível é esquecer-te, impossível é não me morares no coração, é não ter o tempo todo o gosto da tua boca nos meus lábios, é não ansiar pelo momento em que volto a sentir-me inteira. Impossível, meu amor, é não te sonhar no futuro que espero para os dois, o futuro em que a tua presença vai ser tão real... que não vou poder sequer fingir que não te sinto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#666666;"&gt;(para ti, amor... porque vais sempre arder-me no peito.)&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8272760-7745746950663698855?l=armadilhadaspalavras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://armadilhadaspalavras.blogspot.com/feeds/7745746950663698855/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8272760&amp;postID=7745746950663698855' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8272760/posts/default/7745746950663698855'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8272760/posts/default/7745746950663698855'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://armadilhadaspalavras.blogspot.com/2008/05/carta-de-amor.html' title='Para ti, amor.'/><author><name>ninguém</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8272760.post-7325858072893988804</id><published>2008-04-23T16:30:00.001+01:00</published><updated>2008-04-23T16:30:58.841+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Às vezes o mais difícil é começar. A deixar-te o rosto, a perder o teu rosto. Sinto-me agora mais só do que nunca. O vazio no meu peito é tão grande que quase consigo ouvir o eco da solidão que carrego comigo - ninguém é tão só como eu. São dias longos, estes que me varrem a alma e a deixam tão pequena que eu quase não caibo nela. Mais uma vez, as lágrimas correm-me o peito sem que alguém as veja, sem que alguém note que eu não estou por trás do olhar que carrego, e eu não percebo porque ninguém me vê chorar. Devia haver um aparelho para medir a dor, qualquer coisa que, a certo momento, dissesse: "Esta pessoa atingiu os seus limites de dor e, se ninguém a ajudar, em breve ela não vai conseguir manter-se viva.". Porque, certamente, a dor tem os seus limites - e, certamente, ninguém pode viver com tanta dor. E a minha é a maior de todas, a minha solidão é a mais imensa - porque mais ninguém é igual a mim. É mais do que uma dor, é angústia, uma angústia que me corre nas veias e que me percorre o corpo. Sinto-a nas pontas dos dedos e tento passá-la para o papel, mas é-me impossível fazê-lo - não há, no mundo inteiro, palavras que cheguem para a minha dor, e eu só espero que a noite venha e me adormeça outra vez. Não há dia cinzento tão pesado como o meu coração, nem cemitério tão vazio como o meu peito. Não há, sequer, melodia tão triste como os meus olhos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8272760-7325858072893988804?l=armadilhadaspalavras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://armadilhadaspalavras.blogspot.com/feeds/7325858072893988804/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8272760&amp;postID=7325858072893988804' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8272760/posts/default/7325858072893988804'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8272760/posts/default/7325858072893988804'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://armadilhadaspalavras.blogspot.com/2008/04/s-vezes-o-mais-difcil-comear.html' title=''/><author><name>ninguém</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8272760.post-5238340318149986086</id><published>2008-04-15T15:23:00.001+01:00</published><updated>2008-04-15T15:23:58.839+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Não sei porque ainda te penso. Não sei porque, de vez em quando, ainda recordo tudo o que tentei esquecer. Já passou mais de um ano, já não devias vaguear-me no pensamento, nem ecoar-me nos ouvidos, mas não me deixas em paz. Na verdade, há dias em que me passas tempo demais na cabeça. Sabes, apesar de não te querer pensar, há vezes em que quase sinto a falta dos tempos em que me desejavas. A improbabilidade de me quereres tornou tudo muito mais interessante, muito mais imprevisível, tornou-te muito mais difícil de resistir - e eu quase não te resisti. Foi por pouco que não cometi aquele que seria, provavelmente, um dos maiores erros da minha vida - cair-te nos braços. Fizeste-me roçar a insanidade de tanto que te pensei, de tanto que nos imaginei, de tanto que eu tremia quando te aproximavas de mim. Mentia se te dissesse que já não importas, se te jurasse que o teu toque já me é indiferente - passou mais de um ano, e continuas a exercer poder sobre mim. Angustias-me, acima de tudo. Com a ideia de tudo o que podíamos ter sido. Com as palavras manifestas de desejo que me dirigiste. Com os toques subtis e os olhares fatais. Como num romance erótico barato, mas um que nunca chegou a acontecer. Não me interpretes mal, ainda te odeio... mas às vezes custa-me não te desejar.&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#666666;"&gt;(Leio a má qualidade do que acabei de escrever. Fizeste-me deixar de escrever textos bonitos - é impossível que algo dirigido a ti me saia do coração. Fiz uma promessa, é tudo o que me importa. Estas palavras nunca me vão sair da boca, e as folhas em que escrevo, nunca as lerás. Tu hás-de sair-me do pensamento. Mas será que algum dia vou esquecer-te...?)&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8272760-5238340318149986086?l=armadilhadaspalavras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://armadilhadaspalavras.blogspot.com/feeds/5238340318149986086/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8272760&amp;postID=5238340318149986086' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8272760/posts/default/5238340318149986086'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8272760/posts/default/5238340318149986086'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://armadilhadaspalavras.blogspot.com/2008/04/no-sei-porque-ainda-te-penso.html' title=''/><author><name>ninguém</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8272760.post-6010233377846916114</id><published>2008-04-10T22:12:00.000+01:00</published><updated>2008-04-10T22:13:18.923+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>O dia está escuro e o meu peito também. Porque não o abres para ver?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8272760-6010233377846916114?l=armadilhadaspalavras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://armadilhadaspalavras.blogspot.com/feeds/6010233377846916114/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8272760&amp;postID=6010233377846916114' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8272760/posts/default/6010233377846916114'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8272760/posts/default/6010233377846916114'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://armadilhadaspalavras.blogspot.com/2008/04/o-dia-est-escuro-e-o-meu-peito-tambm.html' title=''/><author><name>ninguém</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8272760.post-2558954515663909566</id><published>2008-04-05T14:37:00.000+01:00</published><updated>2008-04-05T14:38:39.890+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Há dias em que ninguém nos vê a alma. O desalento aterra-nos nas mãos e não nos queremos mostrar a ninguém. Está tudo lá, tudo estampado no olhar, com a transparência quase urgente de quem quer pedir ajuda, e ninguém nos lê por dentro. É quase como ter o poema perfeito e não ter uma caneta à mão. Como ter o infinito à frente e não ter coragem para saltar. Há dias em que ninguém nos vê a alma. É como lançar os dados dez vezes seguidas e nunca nos sair seis. A correlação incompleta, a associação directa imperfeita - a relação quase linear entre o que nos bate no peito e o que nos corre no olhar. Podia ser perfeito, podia ser matemático - mas não é. Está tudo lá, tudo estampado no olhar, a letra das canções em sintonia com o desenho do rosto, o vagar dos dias, o pesar das noites. Ainda assim, ninguém nos desvenda a vontade (ter o Mundo aos nossos pés nunca foi suficiente). Quase que vivo, quase que dói. Quase.&lt;br /&gt;Quem me dera, às vezes, que me vissem a alma. Quem sabe se assim, por uma vez, os dados não paravam no seis.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8272760-2558954515663909566?l=armadilhadaspalavras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://armadilhadaspalavras.blogspot.com/feeds/2558954515663909566/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8272760&amp;postID=2558954515663909566' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8272760/posts/default/2558954515663909566'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8272760/posts/default/2558954515663909566'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://armadilhadaspalavras.blogspot.com/2008/04/h-dias-em-que-ningum-nos-v-alma.html' title=''/><author><name>ninguém</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8272760.post-2199644061962468947</id><published>2008-04-01T16:15:00.004+01:00</published><updated>2008-04-01T16:24:13.143+01:00</updated><title type='text'>É desta.</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#666666;"&gt;The world was on fire and no one could save me but you&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#666666;"&gt;It's strange what desire would make foolish people do&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#666666;"&gt;I never dreamed that i'd meet somebody like you&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#666666;"&gt;and i never dreamed that i'd lose somebody like you&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#666666;"&gt;No, i don't wanna fall in love...&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#666666;"&gt;No, i don't wanna fall in love...&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#666666;"&gt;with you.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#666666;"&gt;What a wicked game to play&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#666666;"&gt;to make me feel this way&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#666666;"&gt;What a wicked thing to do&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#666666;"&gt;to let me dream of you&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#666666;"&gt;What a wicked thing to say&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#666666;"&gt;you never felt this way&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#666666;"&gt;What a wicked thing to do&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#666666;"&gt;To make me dream of you&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#666666;"&gt;No, i don't wanna fall in love...&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#666666;"&gt;No, i don't wanna fall in love...&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#666666;"&gt;with you.&lt;br /&gt;(Chris Isaak)&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#666666;"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Ainda hoje penso em ti. De vez em quando. Ocorres-me em pensamento quando as coisas não correm bem, foste um plano de fuga da realidade por algum tempo. Ainda hoje não te perdoo. O modo como mudaste tudo, entraste-me pela dignidade adentro, fiquei desprovida de qualquer vestígio de vontade própria que alguma vez tivera. Deitaste tudo por terra, tudo - as certezas que eu tinha, os moralismos que engolia a acenar com a cabeça juntamente com a outra metade do mundo - é claro que não, é claro que não faz sentido, como é que pode haver apenas sexo entre duas pessoas, não faz sentido nenhum, como é que uma atracção física, uma química, sei lá, chamem-lhe o que quiserem, como é que isso resulta em sexo, em algo tão íntimo (e, pelos vistos, igualmente mundano) como o sexo? Não pode ser, não faz sentido nenhum, nenhum, nenhum, que tipo de pessoas são essas? Tu mudaste tudo, e eu odeio-te por isso desde então. Fez agora um ano. Uma mensagem. Bastou algo tão simples como uma mensagem para eu passar a odiar-te tanto que te desejei - ou a desejar-te tanto que te odiei, que diferença faz? Desejei-te. Desejei-te todos os dias, a maior parte das noites, pensei em ti mais vezes do que devia. Amor platónico? Não. Desejo. Puro e duro. Como o nome o indica. Como o sexo (pelos vistos) deve ser. Desejo puramente, meramente (e sublinho, meramente) carnal. O teu corpo no meu, a minha pele encostada à tua, o suor, os beijos (ou nem tanto), as minhas mãos no teu peito, as tuas mãos no meu corpo, no meu cabelo, em cada centímetro da minha pele. Adivinhei-te o corpo, o toque, os gestos, a firmeza dos músculos que só vi através de uma ou outra t-shirt mais justa. Desejei tudo isto por tempo demais, sonhei com isso, pensei nisso antes de adormecer, ao acordar, ansiei por isso. Ainda penso nisso de vez em quando - quando as coisas correm mal e os pensamentos me escapam para onde não devem. De vez em quando. Bom, quase todos os dias. Ou todos os dias. Confesso. Mas já não me inundas a imaginação como antes - mais cedo ou mais tarde, tinhas de me sair de dentro do peito onde, na verdade, nunca ocupaste lugar (a não ser que haja, algures no nosso peito, um lugar reservado aos desejos meramente carnais). Trocaste-me as voltas, é tudo o que importa. E ainda hoje te odeio por isso. Tanto que quase já não te desejo. E desculpa lá qualquer coisa, mas tinha de te escrever para ver se, de uma vez por todas, me deixas os pensamentos em paz.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8272760-2199644061962468947?l=armadilhadaspalavras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://armadilhadaspalavras.blogspot.com/feeds/2199644061962468947/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8272760&amp;postID=2199644061962468947' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8272760/posts/default/2199644061962468947'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8272760/posts/default/2199644061962468947'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://armadilhadaspalavras.blogspot.com/2008/04/desta.html' title='É desta.'/><author><name>ninguém</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8272760.post-5620135034092007082</id><published>2008-03-31T18:46:00.000+01:00</published><updated>2008-03-31T18:47:10.791+01:00</updated><title type='text'>Mil segredos.</title><content type='html'>Trago-te no bolso mil segredos. Lembras-te de quando me levavas a voar? Tenho ainda na memória tudo o que me disseste ao ouvido, o sorriso que nem sequer tentei esquecer - o teu sorriso. Ainda tudo no meu peito, cada minuto de cada dia, cada promessa que soltámos, cada noite que voava quando estava nos teus braços. O tempo que nos surpreendeu, contra tudo o que conhecíamos, afinal vinte e quatro horas pareciam-nos vinte e quatro minutos, vinte e quatro dias quando a distância nos separava. Trago-te no bolso muito mais do que saudades. Tu fazias-me sonhar como eu nunca tinha sabido. O meu destino nas tuas mãos, lançavas os dados e eu tropeçava nas consequências da tua sorte - eu esperava que nos calhasse seis. Eu esperava a eternidade, mesmo com os mil segredos por contar, tu ias fazer-me falta como nada até ali o tinha feito, e estava certa. Por dentro, a minha cabeça continua no teu peito, o teu sorriso, tão aberto como antes, o teu olhar ainda colado ao meu rosto... as palavras a sairem-te dos lábios e do fundo da sinceridade. Éramos almas gémeas, tenho a certeza - mas os dados não jogaram a meu favor. Um dia destes, peço-te que os voltes a lançar. E se o resultado não for bom, já sabes - troco um bolso de segredos por outra mão cheia de sonhos. Como da primeira vez, vai valer a pena.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8272760-5620135034092007082?l=armadilhadaspalavras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://armadilhadaspalavras.blogspot.com/feeds/5620135034092007082/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8272760&amp;postID=5620135034092007082' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8272760/posts/default/5620135034092007082'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8272760/posts/default/5620135034092007082'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://armadilhadaspalavras.blogspot.com/2008/03/mil-segredos.html' title='Mil segredos.'/><author><name>ninguém</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8272760.post-2133498571257261635</id><published>2008-03-28T15:10:00.000Z</published><updated>2008-03-28T15:11:36.873Z</updated><title type='text'>Com a força de cem beijos à chuva.</title><content type='html'>Amei-te com a força de cem beijos à chuva. Ainda me custa soltar as palavras que para ti nunca foram suficientes, deixaste um espaço em branco que palavra nenhuma pode ocupar. Que vou dizer-te, que tenho saudades tuas? Saudade é só uma palavra. Que hei-de esquecer-te? Antes lembrar-te... Prefiro lembrar-te. Prefiro trazer um pouco do que me davas a cada dia, e lembrar-te - lembrar-nos. Recordar a tua paz, a calma com que revestias os gestos, eu era capaz de te observar durante horas, admirava-te o sorriso e o olhar e a simplicidade que te traçava o rosto, não me esqueço de um só minuto corrido ao teu lado, ainda te guardo os lábios de encontro à minha face... O poder com que me tocavas sem sequer me tocares. E hoje, que a tua força já não me aquece os braços, que a tua voz já não me toca o coração, a tua ausência marca o tempo e a diferença de não estares. Como dizer-te que te amei, como mostrar-te que foste muito mais do que tudo até agora? Como tocar-te o rosto se a tua ausência me atou as mãos? Fazes-me falta aos dias, é muito mais do que saudades, tu não tiveste outra opção senão partir... Eu bem disse que não queria mais histórias de amor. Mas tu chegaste e nem me deste tempo para pensar, entraste-me pelo peito adentro e, agora, a vida é mais vazia do que tu a encontraste. Mil palavras na minha cabeça e nenhuma me chega para nos contar. Amei-te com a força de cem beijos à chuva... Amei-te cada traço, cada contorno, cada segundo, cada minuto da tua pele cujo cheiro ainda guardo. O teu riso ainda flutua nas minhas horas perdidas, ainda o teu rosto quando fecho os olhos, ainda e para sempre o calor do teu abraço, o conforto que era a minha cabeça no teu peito. As horas arrastam-se agora pelos dias, deixei de saber gerir o tempo no momento em que levaste contigo os nossos instantes, fazes-me falta em cada lugar que partilhámos, em cada plano que ficou por concretizar... Eras tudo. Amo-te, ainda... com a força de cem beijos à chuva.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8272760-2133498571257261635?l=armadilhadaspalavras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://armadilhadaspalavras.blogspot.com/feeds/2133498571257261635/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8272760&amp;postID=2133498571257261635' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8272760/posts/default/2133498571257261635'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8272760/posts/default/2133498571257261635'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://armadilhadaspalavras.blogspot.com/2008/03/com-fora-de-cem-beijos-chuva.html' title='Com a força de cem beijos à chuva.'/><author><name>ninguém</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8272760.post-6002051473014328395</id><published>2007-05-09T00:04:00.000+01:00</published><updated>2007-05-09T00:06:06.647+01:00</updated><title type='text'>Entre o tu e o nada</title><content type='html'>&lt;span style=";font-family:Tahoma;font-size:100%;"  &gt;&lt;span style=";font-family:Tahoma;font-size:12;"  &gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Às  vezes, de tanto te pedir, desembrulho da tua boca um sorriso amarrotado como uma  prenda já entregue. Um sorriso que nos sai da boca mas não nos cai da alma.  Outras vezes, sem te pedir, sem aviso prévio como uma má notícia, só que boa,  vem um sorriso vestido de gala e de dia, de muito dia e muita luz como um sol  grande que faz um grande dia, um bom dia de verão, um bom dia em qualquer lugar  e em qualquer estação. Sim, também há vezes, que mesmo sem te pedir, sem te ver,  ou te ter presente, esse sorriso vem à memória como se a lembrança fosse uma  coisa que se tivesse assim à mão de semear, e fica na memória e brinca nas  recordações e renasce no presente de o ter na minha boca. É uma viagem tão boa.  Nessas vezes, sem que tu saibas, sem que tu tenhas pedido, sem que sequer  percebas, um outro sorriso principia. Não, não na boca, ou sim na boca, mas na  boca da alma, onde o som não entra, onde o som não sai, mas onde a vontade  perdura, onde o tempo não sabe o tempo que demora a passar como se a eternidade  fosse coisa para se poder fazer. Por vezes, sim, somente por vezes, como se a  raridade fosse coisa de valor, sem que tu saibas, um sorriso, um sorriso desde  que teu, é apenas a grande diferença entre o tu e o  nada.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8272760-6002051473014328395?l=armadilhadaspalavras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://armadilhadaspalavras.blogspot.com/feeds/6002051473014328395/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8272760&amp;postID=6002051473014328395' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8272760/posts/default/6002051473014328395'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8272760/posts/default/6002051473014328395'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://armadilhadaspalavras.blogspot.com/2007/05/entre-o-tu-e-o-nada.html' title='Entre o tu e o nada'/><author><name>Shinho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11205520394386750194</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8272760.post-114773531963516044</id><published>2006-05-16T00:19:00.000+01:00</published><updated>2006-05-16T00:21:59.646+01:00</updated><title type='text'>Fugir do calor que me deste aos dias ou...</title><content type='html'>&lt;div align="left"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;( Disse-te um dia para teres cuidado, "as palavras têm armadilhas" avisei-te, atiraste-me uma gargalhada, "os teus olhos também têm...")&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Fugir do calor que me deste aos dias ou seguir o fio que trago no peito. Perder-me contigo, um sorriso na esquina, a lufada de ar fresco com que te antecipei, o primeiro beijo. Já me trazes tanto que as noites não me chegam para te sonhar - pior, muito pior, já não quero esquecer-te. Num segundo, voltaram as mãos, os segredos, o luar; num segundo, o teu rosto no meu pensamento, o teu nome nos lábios, a tua voz no meu ouvido, a ironia nas canções que já não queria ouvir. E o fundo dos meus olhos que nunca vês como não podes.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Acompanho-te o sorriso sem hesitar, a maioria do tempo não há nada a pôr em causa, perdes o olhar na monotonia dos meus traços e eu tropeço, como sempre, na distância das palavras. De novo, como nunca, o nó na garganta, como nunca os momentos são instantes contigo e sem ti eternidades. Mais uma vez, mais que uma vez, não sei de mim nos teus braços, desapareço no teu peito, adormeço em cada minuto da tua pele de encontro à minha.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Fugir do calor que me deste aos dias ou seguir o fio que trago no peito - o que fazer quando os olhos nos espelham a alma? Quando calamos o coração e ele se faz ouvir na mesma, quando fingimos - o que fazer? Eu não sei dizer-te outra coisa senão o amor, o teu rosto embarga-me a voz e o desejo de que fiques, só tu me ouves o silêncio com que encho cada olhar... Para além de mim, os dias apagaram-se, invariavelmente, invariavelmente o futuro soa a estranho, era de prever o fim das (des)ilusões - mas eu não me consigo evitar. Não é o destino, as tuas mãos formam coincidências que não se esquecem assim, o teu sorriso curva-se até ao infinito, a tua presença faz eco a quilómetros de distância. Não é perfeito, é mais do que isso - eu espero-te para sempre, como se o amanhã não chegasse e o ontem nunca tivesse existido.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8272760-114773531963516044?l=armadilhadaspalavras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://armadilhadaspalavras.blogspot.com/feeds/114773531963516044/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8272760&amp;postID=114773531963516044' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8272760/posts/default/114773531963516044'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8272760/posts/default/114773531963516044'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://armadilhadaspalavras.blogspot.com/2006/05/fugir-do-calor-que-me-deste-aos-dias.html' title='Fugir do calor que me deste aos dias ou...'/><author><name>ninguém</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8272760.post-114255411123343997</id><published>2006-03-17T00:03:00.000Z</published><updated>2006-03-17T00:08:31.233Z</updated><title type='text'>A Armadilha do Silêncio</title><content type='html'>Agora é a minha vez. De agarrar as tuas mãos, de puxar as tua mãos, de ficar perdido às tuas mãos. De viver o tempo que se perdeu, que na distração dos dias fingiu não ver-nos. É a minha voz a dizer-te de repente, uma frase qualquer muito parecida com um estou aqui, e nesse repente tu também saberes que eu daqui nunca tinha saido e tinha sido os olhos das letras por onde te guiava. É como tu sabes, o silêncio é a maior das armadilhas, porque esconde todas as palavras.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8272760-114255411123343997?l=armadilhadaspalavras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://armadilhadaspalavras.blogspot.com/feeds/114255411123343997/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8272760&amp;postID=114255411123343997' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8272760/posts/default/114255411123343997'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8272760/posts/default/114255411123343997'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://armadilhadaspalavras.blogspot.com/2006/03/armadilha-do-silncio.html' title='A Armadilha do Silêncio'/><author><name>Shinho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11205520394386750194</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8272760.post-113718054585219520</id><published>2006-01-13T19:26:00.000Z</published><updated>2006-01-13T19:29:05.866Z</updated><title type='text'>para recordar..</title><content type='html'>"O que é que estás a fazer...?"&lt;br /&gt;"- Estou a procurar nos teus olhos..."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Abre-me a janela do teu sorriso para sempre...)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8272760-113718054585219520?l=armadilhadaspalavras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://armadilhadaspalavras.blogspot.com/feeds/113718054585219520/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8272760&amp;postID=113718054585219520' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8272760/posts/default/113718054585219520'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8272760/posts/default/113718054585219520'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://armadilhadaspalavras.blogspot.com/2006/01/para-recordar.html' title='para recordar..'/><author><name>ninguém</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8272760.post-113094099356650237</id><published>2005-11-02T13:11:00.000Z</published><updated>2005-11-02T14:16:33.623Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>Queria só dizer-te as canções nos teus olhos. Queria que soubesses as promessas no teu rosto, a luz permanente que te sai do olhar - apareceste com o repente de outro dia qualquer. Gostava que soubesses da tua presença em cada canto, em cada espaço que não me atrevia a procurar com o olhar, do brilho no teu sorriso quando os teus lábios se abrem com a simplicidade esculpida no rosto em redor. Queria contar-te as canções que se espalham na noite, cantar-te as palavras espelhadas no céu, tentar procurar-te sinónimos que se encaixem fielmente no teu ar - és muito mais do que as palavras te podem dizer.&lt;br /&gt;Evaporaste o conceito de perfeição que atirei para lá da meta do impossível. Há palavras para a perfeição, muitas palavras - palavras demais... - e as palavras não chegam para ti. Para ti só o silêncio, aquele que se habitua aos dedos que se cruzam, que nos sai dos olhares que se tocam e que despeja, a cada segundo, a latitude dos meus sorrisos de ti - para ti só o tempo, que nos viaja os corpos pelas horas marcadas à velocidade da luz, só o vento, só o mar. E é em vão que procuro explicações para a tua presença e o meu desejo de que permaneças, com a comodidade de um dia qualquer, é por nada que, por cima do ombro, as palavras dizem menos do que devia ouvir e é por tudo que preciso de te contar. Ainda não são estas as palavras certas que talvez nunca sejam suficientes - para ti, só o silêncio... - mas aperta-me a urgência que tenho de te falar do teu olhar. É-me urgente contar-te o amor, a subtileza nos teus gestos, a implosão que causam os contornos do teu corpo, contar-te o quase que é imperceptível a sombra no relevo dos teus traços. É-me urgente o tempo que não chega para te absorver cada sorriso, cada olhar, cada momento que, sem aviso, nos prende a respiração, segredar-te cada rua onde me levas pela mão, perguntar-te tudo aquilo a que me saibas responder. Quero que saibas, preciso, e foi preciso esconder a parte de mim que procurava para te poder encontrar - deixava de procurar um milhão de vezes mais para te (re)encontrar as mãos, o teu ar, a leveza do teu ar, para te (re)voltar a ver a redundância no luar, para um milhão de vezes mais tropeçares no meu caminho... Procuro as palavras certas mas para ti só um olhar... Para ti, só o silêncio que nos habita os dedos que se cruzam e onde dardejam, invisíveis, as explicações e lições dos meus sorrisos por ti.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8272760-113094099356650237?l=armadilhadaspalavras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://armadilhadaspalavras.blogspot.com/feeds/113094099356650237/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8272760&amp;postID=113094099356650237' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8272760/posts/default/113094099356650237'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8272760/posts/default/113094099356650237'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://armadilhadaspalavras.blogspot.com/2005/11/queria-s-dizer-te-as-canes-nos-teus.html' title=''/><author><name>ninguém</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8272760.post-113000293109947847</id><published>2005-10-22T18:38:00.000+01:00</published><updated>2005-10-22T18:42:11.106+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Brilhaste naquela noite como nunca antes. Bastou o teu abraço - tocaste-me ao de leve a alma e, desde aí, a tua luz incomodou-me a ponta da desesperança que levantavas com o teu sorriso. Eu não lutei, confesso; não te impedi de me arrebatares da mornidão dos dias com um olhar, não te evitei as mãos quando as trouxeste até ao meu rosto, quando o teu toque começou a impor-se com a aparente subtileza das horas mornas. Eu não lutei, e fui fingindo que não percebia.&lt;br /&gt;Estas não são as palavras certas... Queria dizer-te tudo, queria dizer-te tanto, contar-te a harmonia nos teus olhos e a força no teu olhar, a minha perplexidade perante o que, afinal, és - o aparente paradoxo, a simplicidade por trás do vulgar que finges ser, a pureza no teu rosto que me baixou os braços sem sequer o tentar.&lt;br /&gt;Apareceste-me no caminho num dia qualquer, e foi com a simplicidade de um dia qualquer que me desarmaste e que esmagaste todas as minhas afirmações em prole das tais certezas - estas ainda não são as palavras certas. As palavras certas têm de te falar mais alto do que um olhar, têm de contar, sem armadilhas, as histórias e as estórias que os teus momentos me deixam no peito e de me arrancar da alma, gota a gota, a explicação derradeira para os meus sorrisos de ti. Eu só posso falar-te da volta que me deste aos dias, do inesperado que te sai dos lábios, da falta que a tua presença já faz, só posso falar-te do suficiente que é existires, da força da tua ausência quando não estás por perto, de como ainda não pousei desde que me levaste a voar e agradecer-te por teres tropeçado na minha vida num dia qualquer...&lt;br /&gt;(Não... estas ainda não são as palavras certas.)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8272760-113000293109947847?l=armadilhadaspalavras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://armadilhadaspalavras.blogspot.com/feeds/113000293109947847/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8272760&amp;postID=113000293109947847' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8272760/posts/default/113000293109947847'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8272760/posts/default/113000293109947847'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://armadilhadaspalavras.blogspot.com/2005/10/brilhaste-naquela-noite-como-nunca.html' title=''/><author><name>ninguém</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8272760.post-112984478984539357</id><published>2005-10-20T22:45:00.000+01:00</published><updated>2005-10-20T22:46:29.853+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>As palavras ainda me saem dos dedos com o tremor de quem foi apanhado de surpresa e não teve tempo sequer para pensar em probabilidades. Entraste sem bater e quase sem que eu notasse, sem sequer te esforçares desenhaste-me um sorriso no rosto que teima em crescer de cada vez que o meu olhar te encontra e foi com a simplicidade das coisas comuns que tornaste os meus dias mais curtos. Não me deixaste espaço para decidir, mesmo sem tentares as horam passaram a ser tuas, as noites também e eu não tive oportunidade para escolher...&lt;br /&gt;Tu foste o anjo que me pôs de pé quando as minhas asas se esqueceram de que podiam voar, tu mostraste-me que o futuro podia ser agora, não me deste hipótese e eu não lutei contra as constantes aparições do teu rosto no meu pensamento. Ainda procuro as palavras certas, ainda não houve tempo para passar a tua luz para o papel, mas posso dizer-te que brilhas como nunca tinha visto ninguém brilhar, que é impossível não sorrir perante a força do teu sorriso contra o azul do céu no fundo, é inevitável a força que transmites com um olhar quase tão simples como tu, foi-me inevitável seguir os teus passos sem que tivesses de me dizer uma palavra. Ainda procuro as palavras certas - o que dizer de alguém que sempre que vemos é como se fosse a primeira vez, de alguém que nos leva a voar sem asas, que nos ensina algo diferente a cada dia, que nos fez voltar a sonhar, que é tão simples mas ao mesmo tempo tão pouco comum, que pede tão pouco mas tem sempre tanto para dar...? Não posso dizer-te mais, apenas que me completas, deste-me um novo sentido da realidade e mostraste-me um lado da vida que desconhecia, apenas posso dizer-te que cada dia contigo é uma lição aprendida e um sonho tornado realidade, que deste a volta por cima às certezas que eu tinha e que tu desfizeste, que ainda tento perceber como foi que entraste na minha vida tão rápido, sem pedires licença nem esperares que eu deixasse, fizeste-me dar o braço a torcer e talvez te tenha mesmo convidado a entrar... Perdi a noção do tempo desde que sorrio sempre que o meu olhar te encontra e agora já é tarde demais para não te ter na minha vida. Não posso dizer-te mais, apenas que me completas e, um dia, vou encontrar as palavras certas - até lá, procura nos meus olhos...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8272760-112984478984539357?l=armadilhadaspalavras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://armadilhadaspalavras.blogspot.com/feeds/112984478984539357/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8272760&amp;postID=112984478984539357' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8272760/posts/default/112984478984539357'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8272760/posts/default/112984478984539357'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://armadilhadaspalavras.blogspot.com/2005/10/as-palavras-ainda-me-saem-dos-dedos.html' title=''/><author><name>ninguém</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8272760.post-112897895176195184</id><published>2005-10-10T22:15:00.000+01:00</published><updated>2005-10-10T22:15:51.773+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Apanhaste-me como quem sonha e eu não soube voar - perdi a conta às asas quebradas em prole de um futuro desigual, a melodia acutilante que o meu ode a qualquer dia soltava. É agora, que cada hora é sem ti, que me corre nas veias a metátese de outro dia qualquer e só agora, sem ti, o tempo toca nos segredos que não me apresso a desvendar.&lt;br /&gt;Foste tu. Foste tu que me aqueceste os dias, aparentemente, quando a tua luz nem bastava para ti. Foste tu que me desenhaste as estrelas no infinito, mas elas já estavam lá antes. Foste tu que me fechaste os olhos ao mundo mas que acabaste por me tirar da cabeça a ideia das histórias de amor, fizeste-me perder tantas vezes mas eu acabei por ganhar, tantas vezes me abraçaste mas, afinal, eu não preciso de ti. E se um dia me tapaste o Sol para que só pudesse ver as estrelas, hoje a tua voz já não me diz nada, as tuas mãos já não me roçam o desespero e os teus lábios já não soltam, nunca mais, as estórias que me costumavam contar.*&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8272760-112897895176195184?l=armadilhadaspalavras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://armadilhadaspalavras.blogspot.com/feeds/112897895176195184/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8272760&amp;postID=112897895176195184' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8272760/posts/default/112897895176195184'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8272760/posts/default/112897895176195184'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://armadilhadaspalavras.blogspot.com/2005/10/apanhaste-me-como-quem-sonha-e-eu-no.html' title=''/><author><name>ninguém</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8272760.post-112626217500730501</id><published>2005-09-09T11:35:00.000+01:00</published><updated>2005-09-09T11:36:15.013+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Olho para o céu e tudo o que foste começa a tornar-se num rasto. Eu podia ter-te sorrido, podia ter-te deixado ficar, já eram tantas as vezes em que quase partias, era só mais uma vez agarrar as tuas mãos... mas eu nunca voei contigo.&lt;br /&gt;Consumiste-me o tempo que te entreguei em mãos como se fosse teu. A tua sede de te amar, os momentos, os laços cortados com a pressa de uma palavra rasgada ao vento - eu quis ver-me livre de ti assim que me foi possível. E se foram muitas as vezes em que te disse que te amava para sempre, hoje digo-te que o amor não tem de ser eterno, que nós é que nos iludimos, digo-te que há outro sorriso no lugar do teu e que, afinal, eu não precisava de ti... E eu avisei-te tantas vezes.&lt;br /&gt;Comparei-te ao eterno mas também o eterno se perde com o tempo, é dura a escolha que fazemos do destino, eu escolhi nunca mais te querer a meu lado - vezes demais a vida me doeu por tua causa... E se, por vezes, me fizeste sorrir e o teu riso ainda ecoa na distância do caminho, foram muitas as vezes em que escondi de ti as lágrimas que desfiava ao luar - eu disse-te que gritava por dentro o tempo todo... quantas vezes? Tu nunca acreditaste... Então eu desisti, como se desiste de um jogo antes de se perder, larguei a tua mão, com o pouco que me restava, e fiz o meu caminho, mesmo sem saber em que esquinas virar - qualquer rua é melhor do que a que corri contigo. E porque já não me és quase nada senão pena, o teu rosto longe de mim como nunca, já não me serves de sol nos dias de chuva nem de abraço nas noites frias... eu já não preciso de ti como sempre pensei que precisava, afinal não eras tudo, o teu nome no meu peito nunca mais - avisei-te tantas vezes... Adeus.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8272760-112626217500730501?l=armadilhadaspalavras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://armadilhadaspalavras.blogspot.com/feeds/112626217500730501/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8272760&amp;postID=112626217500730501' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8272760/posts/default/112626217500730501'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8272760/posts/default/112626217500730501'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://armadilhadaspalavras.blogspot.com/2005/09/olho-para-o-cu-e-tudo-o-que-foste.html' title=''/><author><name>ninguém</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8272760.post-112602295680989357</id><published>2005-09-06T17:07:00.000+01:00</published><updated>2005-09-06T17:09:16.816+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Hoje as tuas palavras não se guardam na facilidade com que eu as ouvia, por vezes. Tu já não me indicas o caminho errado a seguir e eu já não preciso da tua luz que, afinal, acabou por se apagar - a ironia faz-me rir de tudo o que fomos um dia. Eu amei-te demais e tu deixaste, pegavas-me na mão e sussurravas-me segredos que eu decorava como lições, eras tudo e eu, sem ti, não sabia o que fazer ou que caminho seguir de encontro ao meu sorriso... e tu levavas-me pelo caminho errado.&lt;br /&gt;Tracejaste o meu tempo com a tua forma de amar. A subtileza do teu sorriso sempre lá, as tuas mãos nas minhas, a minha cabeça no teu peito, a tua presença aguda mesmo quando não estavas - que dirias agora, se soubesses dos meus dedos a percorrerem outro sorriso no lugar do teu? (Já não é o teu rosto que percorro com o olhar...) E tu não sabes, mas a vida já não me dói como quando eras tu que me deixavas respirar. Aos poucos vou esquecendo os contornos do teu corpo, os teus traços desvanecem-se com o que foi o teu sorriso, afinal não preciso de ti para ser, a tua mão no meu ombro, como antes, nunca mais... Eu disse-te que era a última vez.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8272760-112602295680989357?l=armadilhadaspalavras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://armadilhadaspalavras.blogspot.com/feeds/112602295680989357/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8272760&amp;postID=112602295680989357' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8272760/posts/default/112602295680989357'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8272760/posts/default/112602295680989357'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://armadilhadaspalavras.blogspot.com/2005/09/hoje-as-tuas-palavras-no-se-guardam-na.html' title=''/><author><name>ninguém</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8272760.post-112466262538360946</id><published>2005-08-21T23:14:00.000+01:00</published><updated>2005-08-21T23:17:05.390+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Angustia-me a pressa dos dias com que te apago do coração. A pontaria das palavras, o tiro certeiro com que as soltavas, uma a uma, nas minhas mãos, a destreza com que me desfizeste e a quase tudo o que era teu. O último roçar de lábios que me soube a pouco mais do que despedida - o beijo amargo que, a pouco e pouco, diz adeus.&lt;br /&gt;Esta é a última vez. Nunca mais o teu nome no meu peito, nunca mais. Nunca mais a tua luz no meu olhar, é a última vez que te carrego o rosto nos braços, a tua mão na minha, nunca mais. Eu não vou voltar atrás, é o fim dos segredos, os teus dedos, o meu céu, a Lua que era minha e acabou por se perder (eu vou aprender a andar sem que me leves pela mão.). E não quero mais canções que me tragam o teu tempo, foram demais as poucas vezes que voltaste, as horas mortas que trouxeram pouco mais do que indiferença, os momentos - as virtudes do amor que se cruzaram num último beco sem saída... Eu não sei de ti e, embora a tua ausência ainda me sufoque a alma, por dentro, é o fim das chances que sei que não vão voltar, as esquinas à noite já não guardam os teus passos, a chuva já não me traz restos de nós e eu sei que o meu tempo, agora, é todo meu. E porque foram demais as vezes em que desfizeste o que deixaste de bom, porque vezes demais escolheste não me olhar ainda que eu ficasse à tua frente, eu vou fingir que te esqueci e sorrir enquanto me for possível, vou ignorar a tua boca e tudo o que me traga a tua voz e guardar apenas o último roçar de lábios que me soube a pouco mais do que despedida...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8272760-112466262538360946?l=armadilhadaspalavras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://armadilhadaspalavras.blogspot.com/feeds/112466262538360946/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8272760&amp;postID=112466262538360946' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8272760/posts/default/112466262538360946'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8272760/posts/default/112466262538360946'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://armadilhadaspalavras.blogspot.com/2005/08/angustia-me-pressa-dos-dias-com-que-te.html' title=''/><author><name>ninguém</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8272760.post-112282254500970647</id><published>2005-07-31T16:05:00.000+01:00</published><updated>2005-07-31T16:09:05.020+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Acordar sem o teu nome nos meus ouvidos. O frio do céu cinzento traz-me de volta a minha mão no teu peito, as horas que perdemos a ver o tempo passar - e eu insisto nas histórias insípidas que se perdem por amor. Insisto nas linhas curvadas do meu rosto (eu não vou parar de sorrir...), insisto nos lábios que se tocavam em momentos menos mornos, nas linhas em que escrevo e onde o teu nome já não me sai dos dedos. E aposto agora nos dias, porque as noites já não são nossas nem se perdem no teu tom.&lt;br /&gt;Não quero mais histórias de amor. Desisto das canções desesperadas, as melodias que faziam crer o elixir da vida nos teus olhos - eu precisei demais de ti. Eu amei-te demais, tanto quanto sei, não se ama o outro mais do que a nós próprios. O frio do céu cinzento traz-me o nosso tempo de volta e eu insisto, porque o tempo que tenho agora é todo meu e não dos finais felizes que já nos tinha escrito - dos finais felizes, nunca mais.&lt;br /&gt;Porque eu esqueci-me das minhas mãos enquanto me agarrava às tuas, ignorei a minha alma para abraçar a tua sem querer saber de mais nada. Porque foste as minhas noites e tudo tempo demais. Mas, agora que não quero mais histórias de amor, que o eco das canções já não me traz os sorrisos patetas que perdi, que as noites já não me servem para sonhar contigo, acordar sem o teu nome nos meus ouvidos é a melhor melodia que posso ouvir, a vida à minha frente sem nós nem mais nada que me consuma o sorriso - e eu não vou parar de sorrir.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8272760-112282254500970647?l=armadilhadaspalavras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://armadilhadaspalavras.blogspot.com/feeds/112282254500970647/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8272760&amp;postID=112282254500970647' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8272760/posts/default/112282254500970647'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8272760/posts/default/112282254500970647'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://armadilhadaspalavras.blogspot.com/2005/07/acordar-sem-o-teu-nome-nos-meus.html' title=''/><author><name>ninguém</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8272760.post-112245364932634343</id><published>2005-07-27T09:38:00.000+01:00</published><updated>2005-07-27T09:40:49.333+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Não quero mais histórias de amor. Não quero mais planos de futuros facilitados, não quero mais mãos dadas à beira do pôr do sol - é o fim dos segredos, das lições, das canções na rádio que despertavam sorrisos patetas nos rostos que queriam ainda acreditar. Não quero mais nada que me traga o teu rosto, nem mais horas que lembrem as certezas que tivemos. Antes assim, antes o mar, a acidez dos abraços que não sei se vão chegar, as vozes desesperadas por gritar algo mais do que silêncio. O vazio das minhas mãos, agora que já não estás. Eu prefiro assim, prefiro o morno dos lábios ao ardor da paixão, o aparente gelo dos olhares ao calor que os peitos trazem, por dentro. Prefiro o respeito das arestas limadas à pressa à extrema solidez que era a minha cabeça nos teus ombros. Eu prefiro assim, antes os sorrisos ainda humedecidos e a ansiedade amarga das surpresas ao previsível dos finais felizes. E o teu rosto longe do meu como nunca antes.&lt;br /&gt;Já não quero a tua voz, a distância percorrida dos risos, a mágoa acesa das almas quando têm quem amar - a descrença das faces marcadas quando a desilusão não perdoa mais um dia incendiado... Não quero mais histórias de amor.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8272760-112245364932634343?l=armadilhadaspalavras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://armadilhadaspalavras.blogspot.com/feeds/112245364932634343/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8272760&amp;postID=112245364932634343' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8272760/posts/default/112245364932634343'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8272760/posts/default/112245364932634343'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://armadilhadaspalavras.blogspot.com/2005/07/no-quero-mais-histrias-de-amor.html' title=''/><author><name>ninguém</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8272760.post-112120406762166288</id><published>2005-07-12T22:32:00.000+01:00</published><updated>2005-07-12T22:34:27.633+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>As linhas do teu rosto eram a perfeição para mim. Era a dureza dos teus traços, combinada com a suavidade dos toques, que me fazia sentir segura como nunca. E agora, que o que resta do teu rosto se limita a uma fotografia, agora que já não se combina a tua firmeza com a minha fragilidade, que os teus dedos estão tão longe que não posso chegar a senti-los e o impacto do teu rosto se mantém, não sei que valor dar aos meus passos, nunca tão firmes como os teus, nunca tão certos como os davas, nunca sem a sombra em que me deixavas caminhar, quase a teu lado. Agora, que a magia das noites se perdeu e que a dos dias se começa a dissipar, não consigo saber, ao certo, que caminho seguir. Porque eu ainda me perco nos teus olhos, porque ainda me passa ao lado o tempo, sem ti, porque o fim demora e chega sempre cedo demais, porque desfizeste o pouco que tive nas horas que teimavam em não passar. Porque nós fomos muito mais do que as folhas soltas que restaram, porque tu ficaste em muito mais do que a minha alma, porque nunca soubeste ler as palavras que te atirava em silêncio e que diziam tudo. Porque até no meu rosto te trago e a tudo o que fomos sem querer.&lt;br /&gt;Mas o tempo passa e, embora não cure tudo, vai secar as lágrimas que nunca caíram a seu devido tempo, vai apagar a música com que ainda nos ouço o tempo todo, vai levar-me a algum lado onde não me faça falta a tua mão para caminhar por um sítio qualquer. Porque foram muitas as vezes em que me desarmaste, sem saberes que tudo o que eu tinha eras tu e, apesar da perfeição que eram os teus traços, foi a nossa história que levou reticências, foi o nosso tempo que ficou parado e foi a melodia que era nossa que continuou a tocar nas noites em que, sem ti, a magia se perdeu.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8272760-112120406762166288?l=armadilhadaspalavras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://armadilhadaspalavras.blogspot.com/feeds/112120406762166288/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8272760&amp;postID=112120406762166288' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8272760/posts/default/112120406762166288'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8272760/posts/default/112120406762166288'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://armadilhadaspalavras.blogspot.com/2005/07/as-linhas-do-teu-rosto-eram-perfeio.html' title=''/><author><name>ninguém</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8272760.post-111978355239912438</id><published>2005-06-26T11:56:00.000+01:00</published><updated>2005-06-26T11:59:12.406+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Quero que saibas que a tua voz ainda me percorre os sentidos, que o teu riso ainda ecoa no meu rosto e as tuas mãos continuam com as palavras que me deixaste no peito. Ainda é contigo que sonho, mesmo sem saber fazê-lo e, apesar de já não haver magia quando as estrelas sobem, ainda te ouço a escolheres uma a dedo para lhe dares o meu nome.&lt;br /&gt;E a vida passa por nós como sempre passou, o tempo com a pressa de quem não espera por ninguém, as lições que decorei ainda sempre a meu lado, previste os meus dias já vazios das tuas mãos e acertaste - o meu sorriso desvanece-se sob o mesmo céu, a mesma música de sempre no silêncio das noites, os meus braços ainda vazios de ti.&lt;br /&gt;E tu tinhas razão, um momento é tudo o que preciso, um sorriso sem nada por trás e a magia das estrelas de volta... porque as palavras já não chegam, a magia é-me urgente, porque os teus passos já não são seguidos dos meus, porque já ninguém ouve comigo a música no silêncio das noites e eu não posso esperar para ver quem vai estender-me a mão quando eu voltar a cair. E porque tu ficaste em mais do que as minhas mãos, ficaste nas folhas em que tentavas desenhar o que íamos ser um dia, ficaste nos dias em que o teu riso ainda se perde, ficaste nas noites em que um segredo marcava o momento em que te encontrava, nas horas que passámos a ouvir a magia que só nós percebíamos no luar. E nos Outonos em que as folhas caíam e o vento não nos trazia mais do que a melodia que ambos vamos fingir que esquecemos. E quero que saibas que é só isso que vou fazer enquanto me for possível, fingir que também a tua voz foi levada pelo tempo, que as tuas mãos já não me tocam o rosto e que acredito que as estrelas vão voltar a subir com a mesma magia de antes, a magia de quando ainda não havia lições decoradas nem músicas para escutar no silêncio das noites em que ficaste.&lt;br /&gt;*&lt;br /&gt;Para ti.... porque a magia das noites perdeu-se contigo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8272760-111978355239912438?l=armadilhadaspalavras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://armadilhadaspalavras.blogspot.com/feeds/111978355239912438/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8272760&amp;postID=111978355239912438' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8272760/posts/default/111978355239912438'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8272760/posts/default/111978355239912438'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://armadilhadaspalavras.blogspot.com/2005/06/quero-que-saibas-que-tua-voz-ainda-me.html' title=''/><author><name>ninguém</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8272760.post-111887046203812278</id><published>2005-06-15T22:19:00.000+01:00</published><updated>2005-06-15T22:21:02.043+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>O teu nome já me sai dos lábios com a calma de um sorriso e a vontade de decorar o teu rosto não me larga...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8272760-111887046203812278?l=armadilhadaspalavras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://armadilhadaspalavras.blogspot.com/feeds/111887046203812278/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8272760&amp;postID=111887046203812278' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8272760/posts/default/111887046203812278'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8272760/posts/default/111887046203812278'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://armadilhadaspalavras.blogspot.com/2005/06/o-teu-nome-j-me-sai-dos-lbios-com.html' title=''/><author><name>ninguém</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8272760.post-111775211732289588</id><published>2005-06-02T23:38:00.000+01:00</published><updated>2005-06-02T23:41:57.330+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>O teu sorriso gelou-me na face antes que eu pudesse mover um dedo a favor do vento que se arrastou por nós, nessa noite. Sussurraste-me, sem querer, outra lição decorada à força - aquela que o tempo traz numa canção e que diz que tanto o vento como as palavras são muito mais fortes do que queremos acreditar, aquela que desespera porque é inútil tentar o silêncio ou a paz que só por segundos me roçam o rosto.&lt;br /&gt;Foram muitas as nossas lições e demasiado o tempo para as aprender. Foram muitas as vezes em que o chão me fugiu de debaixo dos pés sem que a tua mão estivesse lá para me agarrar, mas, no final, ficaram as lições - não vale a pena procurar o céu quando os pés não saem do chão, não vale a pena um sorriso com tudo o que ele esconde por trás, não valem a pena as palavras que guardam, por vezes, muito mais do que dizem.&lt;br /&gt;Foi urgente, para mim, tomar-te como anjo que sempre quis crer que fosses. Foi-me muito mais urgente do que procurar o que os teus sorrisos tinham por trás, o que as tuas palavras não me diziam. Foi tão urgente que o tempo passou por nós e ficaram-nos as lições que me segredavas ao ouvido, enquanto eu desfiava os sorrisos que ainda guardava para nós, sem saber que não se toca o céu com os pés ainda no chão. Se o tempo tem vantagens, as lições são uma delas, mesmo decoradas à força nas noites em que o vento se arrasta por um passado que durou tempo demais, por um futuro que nunca chega como esperado, mesmo decoradas numa noite em que o teu sorriso me gela na face e eu não posso sequer mover um dedo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8272760-111775211732289588?l=armadilhadaspalavras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://armadilhadaspalavras.blogspot.com/feeds/111775211732289588/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8272760&amp;postID=111775211732289588' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8272760/posts/default/111775211732289588'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8272760/posts/default/111775211732289588'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://armadilhadaspalavras.blogspot.com/2005/06/o-teu-sorriso-gelou-me-na-face-antes.html' title=''/><author><name>ninguém</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8272760.post-111772515361216049</id><published>2005-06-02T16:08:00.000+01:00</published><updated>2005-06-02T16:12:33.616+01:00</updated><title type='text'>In dreams</title><content type='html'>In dreams, in dreams, in my dreams. Sneaky light sneaking under my door, under my dreams. Playing tricks of light, playing in my head. Where I fade my eyes, where I blunt my sight. In this land of illusion, a land of make believe where I blush my face. In dreams, in this dreams I veil the long night you smile the aroused lips, arouse the dreams that blunt my face. You youthfully in your joy, you the entretainment of my sight.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8272760-111772515361216049?l=armadilhadaspalavras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://armadilhadaspalavras.blogspot.com/feeds/111772515361216049/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8272760&amp;postID=111772515361216049' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8272760/posts/default/111772515361216049'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8272760/posts/default/111772515361216049'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://armadilhadaspalavras.blogspot.com/2005/06/in-dreams.html' title='In dreams'/><author><name>Shinho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11205520394386750194</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8272760.post-111626220768789203</id><published>2005-05-16T17:48:00.000+01:00</published><updated>2005-05-16T17:50:07.693+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Fechar os olhos ao presente. Fechar as chances de sorrir, por agora, e guardá-las para depois, riscar desde já da lista a hipótese de agir. A mim, o que me incomoda é a lentidão acelerada dos dias, o vagar descontrolado que transforma a vida em pedaços que nunca conseguimos juntar num todo; a dureza de ser, a certeza de um passado que não volta e de um futuro que terá de vir - é o que me provoca a agonia que me exausta. Antes as noites, antes sonhar, antes pelo menos não dar por nada, mesmo com a desilusão de abrir os olhos e ver que tudo continua igual...&lt;br /&gt;Não é preciso correr pelas horas para que elas doam, não é preciso sonhar mais alto para que cada queda magoe o peito - basta fingir, basta saber que o mundo não é diferente e, mesmo assim, continuar a fingir, basta-me saber que hoje já não és o anjo que talvez nunca tenhas sido.&lt;br /&gt;O que não me basta, o que nunca foi suficiente, é caminhar, escondida, à espera que alguém me aponte o caminho de volta para a paz que nunca tive, para o todo que nunca fui - e é tudo o que faço.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8272760-111626220768789203?l=armadilhadaspalavras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://armadilhadaspalavras.blogspot.com/feeds/111626220768789203/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8272760&amp;postID=111626220768789203' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8272760/posts/default/111626220768789203'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8272760/posts/default/111626220768789203'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://armadilhadaspalavras.blogspot.com/2005/05/fechar-os-olhos-ao-presente.html' title=''/><author><name>ninguém</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8272760.post-111566453214367685</id><published>2005-05-09T19:45:00.000+01:00</published><updated>2005-07-03T12:11:09.726+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Deixo o mundo sem mim, esta noite, em que perco o que ainda restava de nós pelo vento. Agora, já nem as tuas mãos me acompanham, o teu rosto já não me diz o que fazer e eu já não sei, sem ti, que caminho seguir de encontro ao meu sorriso. Eu disse-te que o tempo nos arrefecia a alma, tu não acreditaste e agora aquilo que fomos não me chega para achar o caminho que, parece-me, demora sempre tempo demais a chegar.&lt;br /&gt;Sorriste vezes demais e vezes demais te pensei indispensável - indispensável é sonhar, indispensável é sorrir quando nada mais nos resta, é pensar o céu e ver sempre uma estrela, a vida nunca vazia de nós; indispensável, é fechar os olhos à noite com a tranquilidade de uma lembrança e perceber que o tempo não dá tempo de esperar por ninguém. E a urgência dos sorrisos aperta-me a alma.&lt;br /&gt;É só isso que é urgente, um sorriso que não doa por trás dos lábios que se mostra, sonhar o tempo todo sem que ninguém nos interrompa a paz que um sonho demora a construir...&lt;br /&gt;De mim, por agora, só resta o aperto no peito por momentos que talvez não venham a chegar, a minha paz são os cinco minutos em que me permito tentar voar e deixar o mundo sem mim, esta noite...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8272760-111566453214367685?l=armadilhadaspalavras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://armadilhadaspalavras.blogspot.com/feeds/111566453214367685/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8272760&amp;postID=111566453214367685' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8272760/posts/default/111566453214367685'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8272760/posts/default/111566453214367685'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://armadilhadaspalavras.blogspot.com/2005/05/deixo-o-mundo-sem-mim-esta-noite-em.html' title=''/><author><name>ninguém</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8272760.post-111489508277785006</id><published>2005-04-30T22:04:00.000+01:00</published><updated>2005-04-30T22:04:42.776+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>eu prefiro a adrenalina da sinceridade ao tremor frio da mentira...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8272760-111489508277785006?l=armadilhadaspalavras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://armadilhadaspalavras.blogspot.com/feeds/111489508277785006/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8272760&amp;postID=111489508277785006' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8272760/posts/default/111489508277785006'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8272760/posts/default/111489508277785006'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://armadilhadaspalavras.blogspot.com/2005/04/eu-prefiro-adrenalina-da-sinceridade.html' title=''/><author><name>Shinho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11205520394386750194</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8272760.post-111489063013938251</id><published>2005-04-30T20:48:00.000+01:00</published><updated>2005-04-30T20:50:30.140+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Não é que eu já não soubesse, mas não consigo deixar de ficar perplexo com a força motivacional que existe num sorriso teu. Mesmo tímido e a fugir da minha vista.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8272760-111489063013938251?l=armadilhadaspalavras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://armadilhadaspalavras.blogspot.com/feeds/111489063013938251/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8272760&amp;postID=111489063013938251' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8272760/posts/default/111489063013938251'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8272760/posts/default/111489063013938251'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://armadilhadaspalavras.blogspot.com/2005/04/no-que-eu-j-no-soubesse-mas-no-consigo.html' title=''/><author><name>Shinho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11205520394386750194</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8272760.post-111222874992814368</id><published>2005-03-31T01:24:00.000+01:00</published><updated>2005-03-31T01:25:49.930+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>E se o silêncio for a melhor forma de esquecimento?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8272760-111222874992814368?l=armadilhadaspalavras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://armadilhadaspalavras.blogspot.com/feeds/111222874992814368/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8272760&amp;postID=111222874992814368' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8272760/posts/default/111222874992814368'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8272760/posts/default/111222874992814368'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://armadilhadaspalavras.blogspot.com/2005/03/e-se-o-silncio-for-melhor-forma-de.html' title=''/><author><name>Shinho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11205520394386750194</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8272760.post-111126342570941288</id><published>2005-03-19T20:16:00.000Z</published><updated>2005-03-19T20:17:05.710Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>Trago os dias cantados no peito que foi teu enquanto o livro que desfolho chega ao fim. A noite foi nossa, por vezes, por vezes amei-te os gestos como quem ama a luz que nos abre o caminho - porque tu eras a minha luz e eu não me conformo em perder-te. O mar, o céu, foram só pedaços da rapidez com que passámos pelo mundo e as estrelas para onde voámos a cada lua, o limite que ultrapassávamos sempre demais. Éramos nós, nós, e o mundo sem nós já não segue como antes, a vida sem nós é-me igual à inexistência. E ninguém pode perceber, nunca ninguém nos viu em tudo o que fomos connosco. Mas eu amei-te... amei-te os dias como se fossem os meus e os sorrisos como se eu não pudesse ser sem eles. Amei-te tudo e, afinal, a minha voz apagou-se com o nosso adeus.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8272760-111126342570941288?l=armadilhadaspalavras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://armadilhadaspalavras.blogspot.com/feeds/111126342570941288/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8272760&amp;postID=111126342570941288' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8272760/posts/default/111126342570941288'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8272760/posts/default/111126342570941288'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://armadilhadaspalavras.blogspot.com/2005/03/trago-os-dias-cantados-no-peito-que.html' title=''/><author><name>ninguém</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8272760.post-111075541485827559</id><published>2005-03-13T23:07:00.000Z</published><updated>2005-03-13T23:12:25.000Z</updated><title type='text'>dia da mulher...</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Já vai atrasado mas, como dizem por aí, o que conta é a intenção. Seja uma intenção, então...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Nada mais contraditório do que "ser mulher"...&lt;br /&gt;Mulher que pensa com o coração, age pela emoção e vence pelo amor.&lt;br /&gt;Que vive milhões de emoções num só dia e transmite cada uma delas, num único olhar.&lt;br /&gt;Que cobra de si a perfeição e vive arrumando desculpas para os erros, daqueles a quem ama.&lt;br /&gt;Que hospeda no ventre outras almas, dá à luz e depois fica cega, diante da beleza dos filhos que gerou.&lt;br /&gt;Que dá as asas, ensina a voar mas não quer ver partir os pássaros, mesmo sabendo que eles não lhe pertencem.&lt;br /&gt;Que se enfeita toda e perfuma o leito, ainda que seu amor nem perceba mais tais detalhes.&lt;br /&gt;Que como uma feiticeira transforma em luz e sorriso as dores que sente na alma, só pra ninguém notar.&lt;br /&gt;E ainda tem que ser forte, pra dar os ombros para quem neles precisa chorar.&lt;br /&gt;Feliz do homem que por um dia souber entender a alma da mulher!&lt;br /&gt;*&lt;br /&gt;(autor desconhecido)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8272760-111075541485827559?l=armadilhadaspalavras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://armadilhadaspalavras.blogspot.com/feeds/111075541485827559/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8272760&amp;postID=111075541485827559' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8272760/posts/default/111075541485827559'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8272760/posts/default/111075541485827559'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://armadilhadaspalavras.blogspot.com/2005/03/dia-da-mulher.html' title='dia da mulher...'/><author><name>ninguém</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8272760.post-110971292622314039</id><published>2005-03-01T21:34:00.000Z</published><updated>2005-03-01T21:40:26.593Z</updated><title type='text'>Será</title><content type='html'>Será que ainda me resta tempo contigo,&lt;br /&gt;ou já te levam balas de um qualquer inimigo&lt;br /&gt;Será que soube dar-te tudo o que querias,&lt;br /&gt;ou deixei-me morrer lento, no lento morrer dos dias&lt;br /&gt;Será que fiz tudo que podia fazer,&lt;br /&gt;ou fui mais um cobarde, não quis ver sofrer&lt;br /&gt;Será que lá longe ainda o céu é azul,&lt;br /&gt;ou já o negro cinzento confunde Norte com Sul&lt;br /&gt;Será que a tua pele ainda é macia,&lt;br /&gt;ou é a mão que me treme, sem ardor nem magia&lt;br /&gt;será que ainda te posso valer,&lt;br /&gt;ou já a noite descobre a dor que encobre o prazer&lt;br /&gt;Será que é de febre este fogo,&lt;br /&gt;este grito cruel que da lebre faz lobo&lt;br /&gt;Será que amanhã ainda existe para ti,&lt;br /&gt;ou ao ver-te nos olhos te beijei e morri&lt;br /&gt;Será que lá fora os carros passam ainda,&lt;br /&gt;ou as estrelas caíram e qualquer sorte é bem-vinda&lt;br /&gt;Será que a cidade ainda está como dantes&lt;br /&gt;ou cantam fantasmas e bailam gigantes&lt;br /&gt;Será que o sol se põe do lado do mar,&lt;br /&gt;ou a luz que me agarra é sombra de luar&lt;br /&gt;Será que as casas cantam e as pedras do chão,&lt;br /&gt;ou calou-se a montanha, rendeu-se o vulcão&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Será que sabes que hoje é Domingo,&lt;br /&gt;ou os dias não passam, são anjos caindo&lt;br /&gt;Será que me consegues ouvir&lt;br /&gt;ou é tempo que pedes quando tentas sorrir&lt;br /&gt;Será que sabes que te trago na voz,&lt;br /&gt;que o teu mundo é o meu mundo e foi feito por nós&lt;br /&gt;Será que te lembras da cor do olhar&lt;br /&gt;quando juntos a noite não quer acabar&lt;br /&gt;Será que sentes esta mão que te agarra&lt;br /&gt;que te prende com a força do mar contra a barra&lt;br /&gt;Será que consegues ouvir-me dizer&lt;br /&gt;que te amo tanto quanto noutro dia qualquer&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu sei que tu estarás sempre por mim&lt;br /&gt;Não há noite sem dia, nem dia sem fim&lt;br /&gt;Eu sei que me queres, e me amas também&lt;br /&gt;me desejas agora como nunca ninguém&lt;br /&gt;Não partas então, não me deixes sozinho&lt;br /&gt;Vou beijar o teu chão e chorar o caminho...&lt;br /&gt;*&lt;br /&gt;Pedro Abrunhosa&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8272760-110971292622314039?l=armadilhadaspalavras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://armadilhadaspalavras.blogspot.com/feeds/110971292622314039/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8272760&amp;postID=110971292622314039' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8272760/posts/default/110971292622314039'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8272760/posts/default/110971292622314039'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://armadilhadaspalavras.blogspot.com/2005/03/ser.html' title='Será'/><author><name>ninguém</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8272760.post-110962630440612470</id><published>2005-02-28T21:26:00.000Z</published><updated>2005-02-28T22:44:03.863Z</updated><title type='text'>Nós</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Este já é velhote... só para recordar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;De mãos dadas, demos a volta ao Mundo.&lt;br /&gt;Cruzámos fronteiras,&lt;br /&gt;Atravessámos rios,&lt;br /&gt;Passámos sinais vermelhos ao lado da passadeira.&lt;br /&gt;De mãos dadas, de olhos postos,&lt;br /&gt;Fomos um só.&lt;br /&gt;E valíamos por mil.&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;A princípio estava tudo muito tremido...&lt;br /&gt;Tu ainda não estavas recomposto do terramoto que,&lt;br /&gt;Num repente, te tinha avassalado o coração,&lt;br /&gt;E eu, ainda não tinha pousado, com medo&lt;br /&gt;Que a terra me fugisse de debaixo dos pés...&lt;br /&gt;Mas experimentámos dar as mãos...&lt;br /&gt;E o resto aconteceu.&lt;br /&gt;Tu recuperaste do terramoto,&lt;br /&gt;E eu finalmente pousei...&lt;br /&gt;Ao ver que o chão não fugia, arrisquei;&lt;br /&gt;Pedi ingenuamente:&lt;br /&gt;"Deixas-me amar-te?"&lt;br /&gt;Ao que me respondeste com um sorriso de luar-de-prata........&lt;br /&gt;Considerei um sim.&lt;br /&gt;E amei-te.&lt;br /&gt;Com o brilho de mil Sóis,&lt;br /&gt;Com a força de mil Luas;&lt;br /&gt;amei-te...&lt;br /&gt;Até que, um dia, os Sóis e as Luas deixaram de brilhar&lt;br /&gt;e de ter força.....&lt;br /&gt;E nada era suficiente.&lt;br /&gt;Podíamos dar as mãos com muita força,&lt;br /&gt;Que já não aconteciam maravilhas.&lt;br /&gt;Podíamos bater as asas com todo o entusiasmo,&lt;br /&gt;Que já não levantávamos voo.&lt;br /&gt;Foi a tua vez de me pedires:&lt;br /&gt;"Ama-me..."&lt;br /&gt;E de eu te responder com um sorriso de luar:&lt;br /&gt;"Não consigo..."&lt;br /&gt;E foi a última vez que te sorri.&lt;br /&gt;*&lt;br /&gt;(De mãos dadas, demos a volta ao Mundo.&lt;br /&gt;Cruzámos fronteiras,&lt;br /&gt;Atravessámos rios,&lt;br /&gt;Passámos sinais vermelhos ao lado da passadeira.&lt;br /&gt;De mãos dadas, de olhos postos,&lt;br /&gt;Fomos um só.&lt;br /&gt;E valíamos por mil.)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8272760-110962630440612470?l=armadilhadaspalavras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://armadilhadaspalavras.blogspot.com/feeds/110962630440612470/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8272760&amp;postID=110962630440612470' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8272760/posts/default/110962630440612470'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8272760/posts/default/110962630440612470'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://armadilhadaspalavras.blogspot.com/2005/02/ns.html' title='Nós'/><author><name>ninguém</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8272760.post-110919863736387085</id><published>2005-02-23T22:42:00.000Z</published><updated>2005-02-23T22:52:38.476Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>Decorei a tua boca num momento em que o vento e a noite andavam de mãos dadas e, desde então, a tua luz não me deixou - a não ser quando quiseste que a minha se apagasse. Desde então, os meus sonhos foram os teus sonhos e o meu percurso, o teu caminho. Desde então, a sombra que instalaste em mim prendeu-me aos dias de tal maneira que deixei de ansiar por metas onde não estivesses, deixei de me olhar para olhar apenas para onde me sorrisses, amar passou a fazer parte de mim mesmo todas as vezes que não o quis. Amo-te, sei-o agora, porque o meu coração não conhece outro nome senão o teu, porque o meu coração só responde à tua voz. Amo-te pelo sentido que dás a tudo, pelo que seria sem ti, pelos sorrisos que solto quando me obrigas a esquecer-me de mim, pelas lágrimas que afogo quando nos finjo menos eu. Amo-te, desde que vi as estrelas nos teus olhos sem que elas alguma vez tivessem lá estado, desde que as nossas mãos juntas nos fazem ver que não há tempo para mais nada - amar é urgente, sonhar é urgente, é urgente saber sorrir quando um sorriso não basta. Amo-te porque a minha alma pertence à tua, porque o meu peito não acalma nunca noutro abraço e sem a tua voz tudo é silêncio e ensurdece, amo-te porque estou destinada a ter sempre os teus braços como abrigo e o teu sorriso como luz, amo-te com a força de um beijo à chuva, de um segredo ao pôr-do-sol, amo-te porque a complexidade da palavra não chega para gritar ao Mundo, em desespero, a minha ânsia de te viver.&lt;br /&gt;Amo-te, sei-o agora, porque nunca vou poder esquecer-te.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8272760-110919863736387085?l=armadilhadaspalavras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://armadilhadaspalavras.blogspot.com/feeds/110919863736387085/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8272760&amp;postID=110919863736387085' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8272760/posts/default/110919863736387085'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8272760/posts/default/110919863736387085'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://armadilhadaspalavras.blogspot.com/2005/02/decorei-tua-boca-num-momento-em-que-o.html' title=''/><author><name>ninguém</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8272760.post-110912461182042686</id><published>2005-02-23T02:08:00.000Z</published><updated>2005-02-23T02:10:11.820Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>A minha vida foi o acolher-te com um sorriso. A tua, foi aquele olhar que nunca vi demasiado perto...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8272760-110912461182042686?l=armadilhadaspalavras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://armadilhadaspalavras.blogspot.com/feeds/110912461182042686/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8272760&amp;postID=110912461182042686' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8272760/posts/default/110912461182042686'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8272760/posts/default/110912461182042686'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://armadilhadaspalavras.blogspot.com/2005/02/minha-vida-foi-o-acolher-te-com-um.html' title=''/><author><name>Shinho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11205520394386750194</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8272760.post-110804440447876958</id><published>2005-02-10T14:04:00.000Z</published><updated>2005-02-10T14:06:44.480Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>Não posso ignorar que os nossos caminhos se cruzaram uma vez, para sempre. Não sei esquecer todos os momentos, todos os sorrisos, todas as palavras que ficam sempre por dizer, como deixar partir uma parte significativa de tudo o que fomos, como apagar as lições (des)aprendidas nas tuas mãos?&lt;br /&gt;Não é preciso esquecer, não é preciso matar um grande amor ainda que ele nos mate um pouco, afinal, "a maior solidão é a do ser que não ama"... Ou a do ser que, mesmo quando ama, está sozinho, mesmo quando rodeado de pessoas, se sente só. E eu sempre me senti só, contigo.&lt;br /&gt;Por agora (talvez só por agora...), fico aqui, onde mesmo connosco tento não estar só, onde tento não matar um grande amor que me mata um pouco de vez em quando, sem o qual eu sei que morria de vez, outra vez, por dentro.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8272760-110804440447876958?l=armadilhadaspalavras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://armadilhadaspalavras.blogspot.com/feeds/110804440447876958/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8272760&amp;postID=110804440447876958' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8272760/posts/default/110804440447876958'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8272760/posts/default/110804440447876958'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://armadilhadaspalavras.blogspot.com/2005/02/no-posso-ignorar-que-os-nossos.html' title=''/><author><name>ninguém</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8272760.post-110743956548158393</id><published>2005-02-03T14:04:00.000Z</published><updated>2005-02-03T14:06:05.480Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>Ainda as lembranças de nós que me ladeiam os ombros num final de tarde tão ameno como outro qualquer, ainda os restos de ti que me aquecem o colo e me fazem sorrir, mesmo que um sorriso já não faça parte dos meus planos, não por agora. Não se a tua imagem de anjo me abandonou de vez, outra vez, pelo menos aparentemente. Não quando no meu rasto só se vêem pedaços de nós. Não vês que é suposto eu já não saber sorrir...? É suposto ter a minha Lua do meu lado, só, só ela me reconfortar, o normal seria não mais ver a tua mão estendida para mim, não mais acreditar que, às vezes, a vida ainda me corre ao sol... Os anjos já não existiam, não para mim, já não havia palavras que me servissem de prece nem olhos que me oferecessem sonhos, a tua luz já só fingia um ponto na escuridão.&lt;br /&gt;E agora...? Que eu já sabia querer ser só e que os segredos que desfolhava já eram só meus...? E agora, que voltas como anjo que talvez nunca tenhas sido mas em que sempre acreditei? (se era a tua mão que via sempre - a mesma que me empurrava...) Que faço eu agora, que sei que os nossos caminhos se cruzaram uma vez, para sempre, que sei que tudo em meu redor respira o que resta de nós, que sei que a minha luz se apaga quando a tua não quer estar por perto...?&lt;br /&gt;Eu fico, mais uma vez (talvez de vez...), sei que vou continuar a fingir aceitar o teu papel de anjo mal interpretado, a tua mão o tempo todo a estender-se depois de me empurrar, eu a tentar fugir da minha corrida constante para a desilusão e a fazer de conta que às vezes, só às vezes, a vida ainda me corre ao sol...&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8272760-110743956548158393?l=armadilhadaspalavras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://armadilhadaspalavras.blogspot.com/feeds/110743956548158393/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8272760&amp;postID=110743956548158393' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8272760/posts/default/110743956548158393'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8272760/posts/default/110743956548158393'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://armadilhadaspalavras.blogspot.com/2005/02/ainda-as-lembranas-de-ns-que-me.html' title=''/><author><name>ninguém</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8272760.post-110691050799647619</id><published>2005-01-28T11:07:00.000Z</published><updated>2005-01-28T11:08:27.996Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>A palavra é de prata, o silêncio, de ouro... a palavra em silêncio... de diamante...&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8272760-110691050799647619?l=armadilhadaspalavras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://armadilhadaspalavras.blogspot.com/feeds/110691050799647619/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8272760&amp;postID=110691050799647619' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8272760/posts/default/110691050799647619'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8272760/posts/default/110691050799647619'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://armadilhadaspalavras.blogspot.com/2005/01/palavra-de-prata-o-silncio-de-ouro.html' title=''/><author><name>ninguém</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8272760.post-110686790608375167</id><published>2005-01-27T23:17:00.000Z</published><updated>2005-01-27T23:18:26.083Z</updated><title type='text'>As ilusões não duram</title><content type='html'>Era o silêncio que me fazia esquecer de ti. O silêncio das palavras, das palavras escritas. O silêncio da memória, da apatia. Era o esconder-te dos outros como se negasse um passado, como se cegasse as recordações. Era o nunca falar de ti, o nunca pronunciar o teu nome.&lt;br /&gt;Foi o silêncio que contive durante a nossa relação. Foi o facto de nunca ter contado aos meus amigos da tua existência, foi esse tempo de felicidade que fui contendo, que fui guardando na minha boca feita túmulo. Foi eu esperar que o nosso amor fosse sólido, que fosse inquebrantável e insuspeito. Foi essa ilusão de que iria ser perfeito, de que iria ser único que montou o meu silêncio num teatro sem palco.&lt;br /&gt;Mas o silêncio não durou na tua boca, nem o silêncio nem a ilusão, e uma simples palavra tua despontou uma discórdia que ainda hoje julgava impossível. Uma simples palavra, uma simples faca. Uma adaga que desmontou todo o teu teatro, todo o cenário que montaste numa peça para eu ser o bôbo-das-cortes, o palhaço a que daria corpo e voz de protagonista. Mas eu soube guardar o silêncio na minha boca, guardar o público que necessitavas só para mim. E é nesse silêncio que eu guardo só para mim, nesse silêncio que nunca ousaste compreender, que te fará desvanecer e fundir com a bruma num dia vulgar, num dia tão banal quanto tu.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8272760-110686790608375167?l=armadilhadaspalavras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://armadilhadaspalavras.blogspot.com/feeds/110686790608375167/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8272760&amp;postID=110686790608375167' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8272760/posts/default/110686790608375167'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8272760/posts/default/110686790608375167'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://armadilhadaspalavras.blogspot.com/2005/01/as-iluses-no-duram.html' title='As ilusões não duram'/><author><name>Shinho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11205520394386750194</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8272760.post-110634836630306468</id><published>2005-01-21T22:57:00.000Z</published><updated>2005-01-21T22:59:26.303Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>Mas quem foi que disse que o Mundo gira à volta do sol...? Aquele Copérnico era doido... Na verdade, na verdade... o Mundo gira à volta dos "ses". O que a porcaria de uma conjunção pode mudar...&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8272760-110634836630306468?l=armadilhadaspalavras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://armadilhadaspalavras.blogspot.com/feeds/110634836630306468/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8272760&amp;postID=110634836630306468' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8272760/posts/default/110634836630306468'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8272760/posts/default/110634836630306468'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://armadilhadaspalavras.blogspot.com/2005/01/mas-quem-foi-que-disse-que-o-mundo.html' title=''/><author><name>ninguém</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8272760.post-110624934281452770</id><published>2005-01-20T19:28:00.000Z</published><updated>2005-01-20T19:32:04.153Z</updated><title type='text'>A verdade mórbida nas palavras...</title><content type='html'>Sorriste. Sorriste, e bastou um sorriso. A ironia nos teus olhos brilhou sem hesitar, a voz a que me habituei clareou e veio ao meu encontro:&lt;br /&gt;- Acho isso tudo muito exacto. Será que à noite a vida também não escurece? Será que o resto do mundo também não adormece? Como é que sabemos, se estamos a dormir...?&lt;br /&gt;- Já te disse...&lt;br /&gt;- Explica-me outra vez.&lt;br /&gt;E eu recomecei, a nossa história toda de novo, a canção com que te embalava e à relatividade dos sonhos, expliquei-te mais uma vez como tudo não tem de ter um fim pois há coisas que nunca entendemos. Fingias perceber, o olhar sempre fixo na canção que me saía dos lábios, não estávamos sós mas o mundo não existia ali. Nada nos perturbava ou à paz que reflectíamos nesses momentos. Nada que nos importunasse o suficiente os sonhos que desfiávamos a dois, que estragasse a perfeição do nosso paralelismo. Nem eu. Que a vida por vezes dói é um facto, mas que o tempo mata de culpa... quem o explica, agora a mim? Os minutos que passei a contar-te minuciosamente como as coisas acontecem, só para ter o prazer puro de me ouvires e acreditares, as horas que gastámos a olhar o pôr-do-sol, como se dali viesse alguma verdade. A verdade? A verdade, dizias tu, é muito relativa. Ainda me lembro...&lt;br /&gt;- A verdade é muito relativa. Mas sabes o que é pior? É quando o que nos dizem e nos cai mesmo mal é verdade.&lt;br /&gt;- É... - murmurava eu - Há algo de mórbido na verdade das palavras...&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8272760-110624934281452770?l=armadilhadaspalavras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://armadilhadaspalavras.blogspot.com/feeds/110624934281452770/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8272760&amp;postID=110624934281452770' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8272760/posts/default/110624934281452770'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8272760/posts/default/110624934281452770'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://armadilhadaspalavras.blogspot.com/2005/01/verdade-mrbida-nas-palavras.html' title='A verdade mórbida nas palavras...'/><author><name>ninguém</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8272760.post-110591732841288542</id><published>2005-01-16T23:12:00.000Z</published><updated>2005-01-16T23:15:28.413Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>A dor de abrir os olhos e ver que tudo continua igual, de perceber que, afinal, as palavras valem mais do que as acções, a dor de te trazer comigo um pouco mais no caminho que nunca chega onde espero, como cansa já ninguém me embalar os sonhos que perdi...&lt;br /&gt;Por que é que a vida me dói assim, por que ninguém me vê nem percebe que tudo o que desfio no papel é o que sinto, ninguém crê, porque é que nem tu, antes tudo (e agora?), vês a sério e acreditas, será possível que ninguém veja como aguento os dias no limite do cansaço enquanto espero pela noite? - estou exausta.&lt;br /&gt;És o único que ainda me olha um pouco da alma, vê-me, ainda que não vejas como me desiludo a cada final (agora já só vejo os finais...), és a única réstia de luz que por (cada vez mais) breves momentos me faz sorrir a sério (já não sei...), por isso peço-te, volto a pedir-te (ainda que não me ouças), despe essa imagem de anjo com que ainda te trago (mesmo agora, que já a sei falsa) se não me vais ajudar, ou estende-me a mão de vez, o melhor que puderes, antes que a tua voz deixe de ser o fio que me ata ainda aos dias, agora que já te disse como a vida me dói - mesmo por nada...&lt;br /&gt;Não te esqueças de mim.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8272760-110591732841288542?l=armadilhadaspalavras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://armadilhadaspalavras.blogspot.com/feeds/110591732841288542/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8272760&amp;postID=110591732841288542' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8272760/posts/default/110591732841288542'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8272760/posts/default/110591732841288542'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://armadilhadaspalavras.blogspot.com/2005/01/dor-de-abrir-os-olhos-e-ver-que-tudo.html' title=''/><author><name>ninguém</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8272760.post-110566341143658036</id><published>2005-01-14T01:39:00.000Z</published><updated>2005-01-14T00:45:19.816Z</updated><title type='text'>O desafio da verdade</title><content type='html'>Barbara chamava-lhe o Jogo das 25. Ela gostava muito de brincar, de fingir, de criar brincicadeiras de teatro e encenações de todas as espécies. Mas Barbara detestava a mentira, detestava-a de uma forma quase fóbica, mórbida. De uma forma quase destruidora que por uma vez custou a nossa relação. Barbara detestava a mentira desde que o pai a abandonara durante um fim de semana em que lhe prometera que quando voltasse a levaria a comer um gelado. Barbara nunca mais comeu um. o Jogo das 25 tinha regras simples: cada um de nós tinha direito a 25 perguntas; não valia mentir; podia-se não responder a uma única pergunta. Era um jogo perigoso? Um jogo de vida ou morte? Não, era um jogo de tudo ou nada. E Barbara queria tudo, queria entrar na minha vida, espreitar pela minha alma, estar cá dentro. Metia medo. O mesmo medo que Barbara tinha de mim, do que eu quisesse fazer, do que eu pudesse fazer à sua vida. Barbara queria controlo, da vida dela, da minha, como se eu pudesse sair de cena de um momento para o outro. Tenho pena de só ter chegado às 12 perguntas e de termos interrompido tudo entre beijos e lágrimas que pendiam da face como rios. Tinhamos vinte anos. A primeira pergunta que Barbara me fez foi se eu estava preparado para o desafio da verdade? Eu disse que sim. Menti, não que eu soubesse que mentia, sei-o apenas hoje, dia em que sei que dificilmente alguém estará preparado para a verdade, para a total verdade numa qualquer relação. A mentira faz parte e não sei se é tão mau ser assim. Hoje não tenho coragem de levantar a bandeira da verdade como um valor absoluto. Porquê que não comes gelados? Foi uma das primeiras perguntas que fiz, Barbara contou-me a história toda da relação dela com o pai, de como se sentiu traida, abandonada. As lágrimas humedeceram os seus olhos de amendôa muito claros, quase transparentes. Foi um discurso de quinze minutos da mais alargada franqueza. Quando desafiamos a verdade, até um banal porquê que não comes gelados pode ser dramático. A verdade dói quando tem de doer, e a verdade raras vezes é pacifica. A verdade é um desafio. E uma loucura. Em doze perguntas, em doze perguntas que duraram quatro horas de confissões de peito aberto, onde tudo nos pareceu mágico e nos uniu os corpos, despedaçamos a nossa naturalidade. E tudo ficou condicionado a não nos percebermos mais de tanto que já sabiámos. Como a sábia Barbara disse um dia, passava o resto da vida a tentar descobrir-te de novo, outra vez.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8272760-110566341143658036?l=armadilhadaspalavras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://armadilhadaspalavras.blogspot.com/feeds/110566341143658036/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8272760&amp;postID=110566341143658036' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8272760/posts/default/110566341143658036'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8272760/posts/default/110566341143658036'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://armadilhadaspalavras.blogspot.com/2005/01/o-desafio-da-verdade.html' title='O desafio da verdade'/><author><name>Shinho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11205520394386750194</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8272760.post-110555506224934576</id><published>2005-01-12T18:35:00.000Z</published><updated>2005-01-12T18:37:42.250Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>Outro dia que (não) termina com as minhas lágrimas, com esta quase cantiga que cada vez mais me afoga o peito. Não páro de tentar perceber, será que não vês que desespero por deixar, de vez, a existência, que anseio cada vez mais a noite, e não só aquelas que vêm no final dos dias, será que não percebes que a paz que me davas já não me sossega os gritos que solto sempre em vão? Eu caminho sempre mais para onde não possa sentir, eu tento esconder-me nas palavras mas também as palavras têm armadilhas, se eu pudesse, de vez, fechar as asas que já não me servem de nada...&lt;br /&gt;Vejo agora que nunca me olhaste, no fundo, sempre fingiste ver-me e às minhas lágrimas, como me enganei enquanto esperava a tua mão... Espero agora o meu Deus que talvez venha a chegar, é irónico, sempre te pensei o meu anjo, afinal os anjos já não existem, não para mim.&lt;br /&gt;Ninguém vê o final nos meus olhos, ninguém me ouve - não sei como, se grito por dentro o tempo todo!... Eu só espero silêncio, um silêncio qualquer que me venha calar, por fim, o lamento mas não te quero deixar só, não assim, por isso ouve-me, só desta vez (a última?) - leva-me daqui e apressa-me o tempo, faz de anjo por momentos e eu juro que acredito, se me estenderes a mão eu juro que a agarro, atira-me à cara uma paz qualquer, qualquer noite, mas depressa, antes que se me apaguem os dias, que não tenha mais espaço para a minha dor ou que a minha luz se acabe, de vez - não me queiras perder agora.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8272760-110555506224934576?l=armadilhadaspalavras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://armadilhadaspalavras.blogspot.com/feeds/110555506224934576/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8272760&amp;postID=110555506224934576' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8272760/posts/default/110555506224934576'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8272760/posts/default/110555506224934576'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://armadilhadaspalavras.blogspot.com/2005/01/outro-dia-que-no-termina-com-as-minhas.html' title=''/><author><name>ninguém</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8272760.post-110539591406308470</id><published>2005-01-10T22:23:00.000Z</published><updated>2005-01-10T22:25:14.063Z</updated><title type='text'>Saudade</title><content type='html'>Às vezes tenho saudades de te escrever. De te olhar de papel na mão, os olhos verdes e espertos debruçados sobre um abismo de letras, que te deixavam desamparada. Ora pelo desafio de beleza que as palavras te tentavam, ora pela angústia das palavras mais cruas. Era sempre assim, eu escrevia-te cartas como se a caneta fosse um bisturi que abrisse a alma pelo meio do esterno. As visceras e a pele nas tuas mãos. Às vezes era o teu sorriso tímido entre a mão que levavas à boca, noutras o olhar sério sobre a folha que seguravas directo aos meus olhos, como uma interrogação ou um prenúncio de discussão. Quantas vezes não era um brilho nos olhos, que humedecia e brilhava mais ainda... até cair uma lágrima. Lágrimas de emoção, tinhas lágrimas de emoção nos olhos, e raramente choraste. Isso sim, foi a nossa grande poesia. Às vezes tenho saudades de te ver ler as asneiras da minha imaginação, saudades de abrir a janela da alma, de fazer um diário de coisas que soubeste juntar, guardar folha a folha. Às vezes tenhos saudades de ser quem eu era, de ser quem eu para ti fui.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8272760-110539591406308470?l=armadilhadaspalavras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://armadilhadaspalavras.blogspot.com/feeds/110539591406308470/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8272760&amp;postID=110539591406308470' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8272760/posts/default/110539591406308470'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8272760/posts/default/110539591406308470'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://armadilhadaspalavras.blogspot.com/2005/01/saudade.html' title='Saudade'/><author><name>Shinho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11205520394386750194</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8272760.post-110502488693667765</id><published>2005-01-06T15:17:00.000Z</published><updated>2005-01-06T15:21:26.936Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>Quero que saibas que me afogo o tempo todo, que sufoco sob o sorriso que esperas, sempre, ver em mim, que grito sempre que me afasto e da minha boca só ouves a breve despedida, que por trás do olhar que te dirijo, confiante, peço-te ajuda, em desespero, sem que nunca nada te pareça forte o suficiente para te despertar os sentidos, para te mover o socorro que nunca me deste ainda que todo o meu corpo to implore violentamente, por dentro. Quero que saibas que nunca exagerei, que te apercebas da força das minhas palavras ainda que só escritas, nunca conseguiste ver (nunca quiseste?) que me saíam, de facto, do peito, do sítio que ninguém pode conhecer porque é tudo o que tenho que é realmente meu. E quero que saibas, sobretudo, que todas as lágrimas que viste foram verdadeiras e que continuarão a cair, que nem sempre me soubeste estender a mão quando precisei, que me sinto só todos os dias e que nunca vais compreender a lentidão com que apago os dias que me doem mais do que tudo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8272760-110502488693667765?l=armadilhadaspalavras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://armadilhadaspalavras.blogspot.com/feeds/110502488693667765/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8272760&amp;postID=110502488693667765' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8272760/posts/default/110502488693667765'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8272760/posts/default/110502488693667765'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://armadilhadaspalavras.blogspot.com/2005/01/quero-que-saibas-que-me-afogo-o-tempo.html' title=''/><author><name>ninguém</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8272760.post-110409747628444952</id><published>2004-12-26T21:42:00.000Z</published><updated>2004-12-26T21:44:36.286Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>Se ao menos eu soubesse o outro lado, o caminho de que todos fogem e que tanto anseio, se eu soubesse, por um dia, a paz da inexistência, onde os passos que transpiro seriam nada mais do que passado.&lt;br /&gt;A vida não me apetece, nem outro dia igual neste sítio onde ninguém vê a sombra com que desfilo a cada momento - nem tu, ainda que me passeie com a minha mágoa diante dos teus olhos todo o tempo.&lt;br /&gt;Como é ténue a diferença, a linha que te separa da calma que há tanto espero, como cansa a luta que já não travo em nome da minha esperança aguda. Como queria que a noite caísse mais uma vez, de vez. Já não sei ficar aqui, os fragmentos que antes foram eu já só me afogam o sorriso, tira-me deste sítio onde chove o tempo todo e onde já não tenho espaço para ficar, não há ninguém que me apresse o tempo?, nem tu, nem mesmo tu alguma vez creste a solidez das minhas palavras - não vias que me saíam do peito??&lt;br /&gt;A vida não me apetece, antes morrer nos teus braços esta noite, outra vez...&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8272760-110409747628444952?l=armadilhadaspalavras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://armadilhadaspalavras.blogspot.com/feeds/110409747628444952/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8272760&amp;postID=110409747628444952' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8272760/posts/default/110409747628444952'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8272760/posts/default/110409747628444952'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://armadilhadaspalavras.blogspot.com/2004/12/se-ao-menos-eu-soubesse-o-outro-lado-o.html' title=''/><author><name>ninguém</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8272760.post-110377054482965533</id><published>2004-12-23T02:51:00.000Z</published><updated>2004-12-23T02:55:44.830Z</updated><title type='text'>Sarcasmo</title><content type='html'>- Sabes, encontrei-te no outro dia num sonho meu!&lt;br /&gt;- A sério? E que andava eu por lá a fazer?&lt;br /&gt;- Nada... o mesmo de sempre...&lt;br /&gt;- Hum!... E isso é?...&lt;br /&gt;- Continuavas sarcástico como sempre.&lt;br /&gt;- Ah! Há qualidades que não se perdem.&lt;br /&gt;- Aliás, foste sarcástico como nunca tinhas sido...&lt;br /&gt;- Não me digas? Ora, se eu fui sarcástico numa situação que a tua mente imaginou, e de uma forma como nunca antes, minha cara, e sem ser sarcástico, tu ganhas-me aos pontos...&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8272760-110377054482965533?l=armadilhadaspalavras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://armadilhadaspalavras.blogspot.com/feeds/110377054482965533/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8272760&amp;postID=110377054482965533' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8272760/posts/default/110377054482965533'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8272760/posts/default/110377054482965533'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://armadilhadaspalavras.blogspot.com/2004/12/sarcasmo.html' title='Sarcasmo'/><author><name>Shinho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11205520394386750194</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8272760.post-110367413227461033</id><published>2004-12-22T01:05:00.000Z</published><updated>2004-12-22T00:08:52.273Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>Tenho o tempo perdido em qualquer dia de nós, saudade de uma noite que nunca vimos chegar; eu não sou tudo. Corro o céu pela mão que me estendes, sempre, mesmo na intempérie fugida que é a dor. Já não sei como te olhar, fantasma do grito que não alcança ninguém, sombra da pele que foi tua num toque, ser só não me preenche as metas que desenho a toda a hora; bastas tu.&lt;br /&gt;Como queria um fim que me servisse, um adeus sem a palavra que me afoga a solidão, a noite, sem ti, já não é a mesma sombra e eu não sei como partir... Quem me dera, quem me dera a noite de vez e quem me dera não ser mais. Quem me dera um pouco de paz no peito que trago tão cansado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    ("...E eu choro, baixinho, a cada sol posto.../ Como dói cada lágrima que me lava o rosto.../ Quem me dera que lavasse também a minha alma...")&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O poema que me lês no olhar não passa de uma metáfora para a minha dor, não vês? Não vês que por dentro continuo à espera de uma paz qualquer que me embale as mágoas, que me sossegue o lamento, eu não sou ninguém sem os fragmentos que me correm a alma com toda a calma da destruição, as minhas lágrimas continuam a cair, por dentro, não vês? Não sei mais que mão agarrar, que abraço esperar que me embale se já nem a minha Lua me serve de caminho... quem me guia? Quem me leva para onde eu ainda voava, quem me apaga os dias que me enchem a dor?&lt;br /&gt;Nem tu me usas como escudo de mim própria, nem eu sei mais dos sonhos que podia ser; já não te tenho como refúgio da tempestade que sou eu, não sei mais como te olhar se já não me carregas o rosto.&lt;br /&gt;Então eu fico, "só, só como nunca me vi", vou amarrando ao pulso cada dia que nunca acaba, cada sol que não se põe, cada lágrima que me corre a face que ninguém vê e desespero, calmamente, por mais uma noite que me esconda os dias já em vão... de vez...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    ("...Solto um grito empastado/ Em tristes restos de clemência/ - Foi mais um dia passado/ No limite da inexistência...")&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8272760-110367413227461033?l=armadilhadaspalavras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://armadilhadaspalavras.blogspot.com/feeds/110367413227461033/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8272760&amp;postID=110367413227461033' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8272760/posts/default/110367413227461033'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8272760/posts/default/110367413227461033'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://armadilhadaspalavras.blogspot.com/2004/12/tenho-o-tempo-perdido-em-qualquer-dia.html' title=''/><author><name>ninguém</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8272760.post-110297787444043974</id><published>2004-12-13T22:39:00.000Z</published><updated>2004-12-13T22:44:34.440Z</updated><title type='text'>Saudade...</title><content type='html'>Saudade é uma palavra muito bonita.&lt;br /&gt;Lembro-me de me dizeres uma vez que só existia em Português,&lt;br /&gt;que não havia palavra que a traduzisse noutra língua,&lt;br /&gt;e que por causa disso era tão difícil se definir o que é a saudade.&lt;br /&gt;Como é que se esquece alguém que se amou? Sim. Será isto possível?&lt;br /&gt;Será possível viver a vida de uma forma diferente&lt;br /&gt;e retirar da consciência uma porção significativa da juventude?&lt;br /&gt;Claro que não. Eu ainda me lembro de ti, eu ainda sonho contigo,&lt;br /&gt;coisa que nunca sonhava vir a acontecer quando te tinha comigo.&lt;br /&gt; Nesses tempos só tinha pesadelos, só tinha medo de te perder. E perdi. Ironia?&lt;br /&gt;Sim. Sonho contigo. Sonho o teu calor, sonho o teu corpo abraçando-me no escuro,&lt;br /&gt;sinto-te a respirar sem fôlego ao pé de mim, a soprar-me de leve no pescoço...&lt;br /&gt;vejo-te tão perto e no entanto tão longe... Isto é saudade.&lt;br /&gt;Vejo-te triste na hora da partida, a chorar sentada no chão,&lt;br /&gt;com a dor toldada no teu rosto de primavera,&lt;br /&gt;com o orgulho a impedir o pranto,&lt;br /&gt;com a esperança que o tempo parasse e que o passado fosse a eternidade...&lt;br /&gt;    "Como é que se esquece alguém que se ama?&lt;br /&gt;      Como é que se esquece alguém que nos faz falta&lt;br /&gt;      e que nos custa mais lembrar que viver?&lt;br /&gt;      Quando alguém se vai embora de repente&lt;br /&gt;      como é que se faz para ficar?&lt;br /&gt;      Quando alguém morre, quando alguém se separa&lt;br /&gt;      - como é que se faz quando a pessoa de quem se precisa já lá não está?&lt;br /&gt;     As pessoas têm que morrer, os amores de acabar.&lt;br /&gt;      As pessoas têm de partir, os sítios têm de ficar longe uns dos outros,&lt;br /&gt;     os tempos têm de mudar. Sim, mas como se faz? Como se esquece?&lt;br /&gt;      Devagar. É preciso esquecer devagar.&lt;br /&gt;      Se uma pessoa tenta esquecer-se de repente, a outra pode-lhe ficar para sempre(...)"&lt;br /&gt;Tenho saudades tuas, "totiça"...&lt;br /&gt;*&lt;br /&gt;The Crow&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8272760-110297787444043974?l=armadilhadaspalavras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://armadilhadaspalavras.blogspot.com/feeds/110297787444043974/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8272760&amp;postID=110297787444043974' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8272760/posts/default/110297787444043974'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8272760/posts/default/110297787444043974'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://armadilhadaspalavras.blogspot.com/2004/12/saudade.html' title='Saudade...'/><author><name>ninguém</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8272760.post-110228706320272487</id><published>2004-12-05T22:48:00.000Z</published><updated>2004-12-06T14:51:29.650Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>Ninguém ouve os silêncios que semeio sob o luar, aquele que me acolhe mas nunca o faz na verdade, ninguém me vê no olhar reflectido no meu rosto. Nem tu podes perceber a lentidão com que me apago, não há, decerto, ninguém que perceba a minha dor.&lt;br /&gt;Solto a melodia que me acompanha alguns dos passos, os outros ficam para depois, ninguém tem pressa de conhecer o meu lamento, sabes que nunca gostei de ser tão igual a mim.&lt;br /&gt;Solto outro grito, calado por tudo o que não sei se sou, como queria ser só, como queria sermos sós, quem me dera o fim da música que me ecoa nos ouvidos, todos os dias que nunca acabam até hoje dão cabo de mim e ninguém sabe, nem tu... não vês que já não sei voar, todos os sonhos caíram e os sorrisos morrem assim? Não vês que eu não desisto, mas que não tenho mais espaço para carregar a minha dor? Não vês que nos dias de chuva já não me serves de sol nem de abraço nas noites frias...?&lt;br /&gt;Eu quero saber de que fazemos os sonhos para que durem assim, quero os dias como as noites em que te tornas o meu mar, só eu sei onde me perco sem que ninguém me acorde mais. Deixa-me ficar, dá-me os meus cinco minutos de paz e eu não te digo nada, nem do tempo que perdi quando ainda sabia voar; deixa-me ficar... mas fica comigo, não vês que só tenho (sempre) lugar para ti, és tudo o que não pode sair do meu peito, até já eu me perdi...?&lt;br /&gt;E eu grito-te aos ouvidos sem que nunca me ouças, peço-te, o tempo todo, que não me deixes cair (não ouves?), eu sei que sou sempre eu mas eu já não sei ser sem ti, pega-me ao colo e ao silêncio que desfio sob o luar mesmo se não o ouvires, beija-me o olhar e seca-me as lágrimas com um toque, sopra para longe as palavras que me são tudo (não quero pensar), é um voo sem querer aquele que faz o meu lamento; tira-me daqui, um dia destes, volto a ser o que sempre quis, leva-me a voar de vez, ou apenas outra vez...&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8272760-110228706320272487?l=armadilhadaspalavras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://armadilhadaspalavras.blogspot.com/feeds/110228706320272487/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8272760&amp;postID=110228706320272487' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8272760/posts/default/110228706320272487'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8272760/posts/default/110228706320272487'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://armadilhadaspalavras.blogspot.com/2004/12/ningum-ouve-os-silncios-que-semeio-sob.html' title=''/><author><name>ninguém</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8272760.post-110210520403904884</id><published>2004-12-03T20:17:00.000Z</published><updated>2004-12-03T20:25:08.760Z</updated><title type='text'>Porém voltas...</title><content type='html'>Outra folha que rasgo a cada final,&lt;br /&gt;A cada silêncio que largo num caderno&lt;br /&gt;A dor que desfio sozinha é-me igual,&lt;br /&gt;Mas tudo o que trago no peito é eterno&lt;br /&gt;E eu sigo, levando o frio a cada passo,&lt;br /&gt;A mágoa de viver que nunca me solta;&lt;br /&gt;Comigo, só o caminho que traço,&lt;br /&gt;O grito arrastado de outro dia sem volta&lt;br /&gt;E eu choro, baixinho, a cada sol posto...&lt;br /&gt;Como dói cada lágrima que me lava o rosto...&lt;br /&gt;Quem me dera que lavasse também a minha alma...&lt;br /&gt;Mas é tudo igual, sempre dia após dia&lt;br /&gt;E eu tremo, perante a minha agonia&lt;br /&gt;Porém voltas, e contigo um pouco de calma...&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8272760-110210520403904884?l=armadilhadaspalavras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://armadilhadaspalavras.blogspot.com/feeds/110210520403904884/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8272760&amp;postID=110210520403904884' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8272760/posts/default/110210520403904884'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8272760/posts/default/110210520403904884'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://armadilhadaspalavras.blogspot.com/2004/12/porm-voltas.html' title='Porém voltas...'/><author><name>ninguém</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8272760.post-110201482025261139</id><published>2004-12-02T19:09:00.000Z</published><updated>2004-12-02T19:13:40.253Z</updated><title type='text'>A beleza das palavras</title><content type='html'>- Ficam bem os dois juntos - disse a rapariga do bar com o seu ar traquinas.&lt;br /&gt;Olhei para o lado para ver quem era. Não a conhecia.&lt;br /&gt;- É demasiado bonita para mim.&lt;br /&gt;Ela riu-se, depois disse-me:&lt;br /&gt;- A beleza é assim tão importante?&lt;br /&gt;- É sempre,acredita em mim, é sempre...&lt;br /&gt;- É só isso que te atrai numa mulher?&lt;br /&gt;- É. - digo-lhe eu com a minha habitual frieza.&lt;br /&gt;- Lá se vai o mito da beleza interior- diz-me ela desviando o olhar, quase me virando costas.&lt;br /&gt;- Na verdade, a minha mulher ideal tem de conhecer três palavras.&lt;br /&gt;- Ah! ainda há quem tenha ideais... e quais são essas palavras? - pergunta-me ela voltando aos meus olhos.&lt;br /&gt;- Cumplicidade, respeito, construção.&lt;br /&gt;Ela ri-se. Eu continuo:&lt;br /&gt;- É engraçado que são três substantivos femininos, pena é que raramente se apliquem às mulheres.&lt;br /&gt;- Só isso?&lt;br /&gt;- E serem bonitas, como é óbvio. Não precisam de ser tão bonitas como tu.&lt;br /&gt;- Obrigado pelo elogio, mas não acho a beleza assim tão importante.&lt;br /&gt;- As pessoas bonitas nunca acham. Nós queremos sempre aquilo que não temos.&lt;br /&gt;- Essa auto-estima vai muito mal.&lt;br /&gt;- Não tão mal assim...&lt;br /&gt;- Humm... Deixa-me ver... Respeito, cumplicidade e?&lt;br /&gt;- Construção.&lt;br /&gt;- As outras palavras são quase clichés. Explica-me essa!&lt;br /&gt;- Claro que explico. Palavra a palavra, tal qual pedra sobre pedra.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8272760-110201482025261139?l=armadilhadaspalavras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://armadilhadaspalavras.blogspot.com/feeds/110201482025261139/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8272760&amp;postID=110201482025261139' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8272760/posts/default/110201482025261139'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8272760/posts/default/110201482025261139'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://armadilhadaspalavras.blogspot.com/2004/12/beleza-das-palavras.html' title='A beleza das palavras'/><author><name>Shinho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11205520394386750194</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8272760.post-110193561481848276</id><published>2004-12-01T21:08:00.000Z</published><updated>2004-12-01T21:13:34.816Z</updated><title type='text'>quase...</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;"&gt;Aqui fica um texto de que gostei muito, mas que infelizmente não sei a quem pertence...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span &gt;Ainda pior que a convicção do não e a incerteza do talvez é a desilusão de um quase. É o quase que me incomoda, que me entristece, que me mata trazendo tudo que poderia ter sido e não foi. Quem quase ganhou ainda joga, quem quase passou ainda estuda, quem quase morreu está vivo, quem quase amou não amou. Basta pensar nas oportunidades que escaparam pelos dedos, nas oportunidades que se perdem por medo, nas ideias que nunca sairão do papel por essa maldita mania de viver no outono. Pergunto-me, às vezes, o que nos leva a escolher uma vida morna; ou melhor não me pergunto, contesto. A resposta eu sei de cor, está estampada na distância e frieza dos sorrisos, na frouxidão dos abraços, na indiferença dos "Bom dia", quase que sussurrados. Sobra covardia e falta coragem até para ser feliz. A paixão queima, o amor enlouquece, o desejo trai. Talvez esses fossem bons motivos para decidir entre a alegria e a dor, sentir o nada, mas não são. Se a virtude estivesse mesmo no meio termo, o mar não teria ondas, os dias seriam nublados e o arco-íris em tons de cinza. O nada não ilumina, não inspira, não aflige nem acalma, apenas amplia o vazio que cada um traz dentro de si. Não é que fé mova montanhas, nem que todas as estrelas estejam ao alcance. Para as coisas que não podem ser mudadas resta-nos somente paciência. Porém, preferir a derrota prévia à dúvida da vitória é desperdiçar a oportunidade de merecer. Para os erros há perdão; para os fracassos, chance; para os amores impossíveis, tempo. De nada adianta cercar um coração vazio ou economizar alma. Um romance cujo fim é instantâneo ou indolor não é romance. Não deixes que a saudade te sufoque, que a rotina te acomode, que o medo te impeça de tentar. Desconfia do destino e acredita em ti. Gasta mais horas realizando do que sonhando, fazendo do que planejando, vivendo do que esperando porque, embora quem quase morre esteja vivo,quem quase vive já morreu.&lt;br /&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8272760-110193561481848276?l=armadilhadaspalavras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://armadilhadaspalavras.blogspot.com/feeds/110193561481848276/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8272760&amp;postID=110193561481848276' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8272760/posts/default/110193561481848276'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8272760/posts/default/110193561481848276'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://armadilhadaspalavras.blogspot.com/2004/12/quase.html' title='quase...'/><author><name>ninguém</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8272760.post-110187057845536151</id><published>2004-12-01T03:06:00.000Z</published><updated>2004-12-01T03:09:38.480Z</updated><title type='text'>A armadilha das palavras</title><content type='html'>Para sempre é sempre pouco, digo-te. Tu ris.&lt;br /&gt;- És sempre assim?&lt;br /&gt;- O quê? Evasivo?&lt;br /&gt;- O que lhe quiseres chamar...&lt;br /&gt;- Parece que somos iguais.&lt;br /&gt;- Ah! E eu que julgava que eram só os opostos que se atraiam...&lt;br /&gt;- O magnetismo já não é o que era.&lt;br /&gt;- É, dantes era mais evidente.&lt;br /&gt;- Parece que agora as regras do jogo mudaram.&lt;br /&gt;- Os jogos são sempre perigosos, cheios de armadilhas.&lt;br /&gt;- A pior das armadilhas é a palavra...&lt;br /&gt;Tu ris.&lt;br /&gt;- Não sei, olha bem para dentro dos meus olhos.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8272760-110187057845536151?l=armadilhadaspalavras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://armadilhadaspalavras.blogspot.com/feeds/110187057845536151/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8272760&amp;postID=110187057845536151' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8272760/posts/default/110187057845536151'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8272760/posts/default/110187057845536151'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://armadilhadaspalavras.blogspot.com/2004/12/armadilha-das-palavras.html' title='A armadilha das palavras'/><author><name>Shinho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11205520394386750194</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8272760.post-110184240222446802</id><published>2004-11-30T19:13:00.000Z</published><updated>2004-11-30T19:20:02.223Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>Só eu vejo, ninguém mais sabe e só eu sinto. Só eu vejo de fora o que é dor, só eu sei. O grito que sempre calei no lugar do meu lamento, a água que cai no vidro sem que mais ninguém a ouça ou dê por ela. Só eu choro.&lt;br /&gt;Desperto ao largo das ruas o instante que me limpa a alma, é como ver a ironia nos teus olhos, há dias em que me dói a tua luz que me é tudo. As palavras custam, é verdade, e se é difícil escondê-las é pior fingi-las, ainda me doem os segredos que enganei em vão, é tudo uma questão de tempo, tudo acaba por voltar para nós.&lt;br /&gt;Eu sei que ando muitas vezes sem saber para onde, sei que grito sem saber a quem; eu, soluço por dentro o tempo todo, sem saber que mão espero que me limpe as lágrimas... Não vês que só a tua luz é o meu sol, que só o teu carinho me abraça a dor, que só tu me deixas no peito o pouco de riso que tenho, sem ti nem eu era possível como sou...  Eu morro todos os dias um pouco, todas as noites perco algo de mim. Mas tu existes, e enquanto formos nós eu sei que vai sobrar sempre um pouco de tudo aquilo que te pareço onde me possa agarrar.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8272760-110184240222446802?l=armadilhadaspalavras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://armadilhadaspalavras.blogspot.com/feeds/110184240222446802/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8272760&amp;postID=110184240222446802' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8272760/posts/default/110184240222446802'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8272760/posts/default/110184240222446802'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://armadilhadaspalavras.blogspot.com/2004/11/s-eu-vejo-ningum-mais-sabe-e-s-eu.html' title=''/><author><name>ninguém</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8272760.post-110141762819120364</id><published>2004-11-25T21:17:00.000Z</published><updated>2004-11-25T21:20:28.190Z</updated><title type='text'>(recomeçar)</title><content type='html'>(...)&lt;br /&gt;E uma urgência enorme&lt;br /&gt;De nos voltarmos a ter,&lt;br /&gt;E de te ouvir dizeres-me&lt;br /&gt;Tudo o que ficou por dizer&lt;br /&gt;Diz-me palavras meigas,&lt;br /&gt;Como eu sempre quis ouvir,&lt;br /&gt;Fala-me do futuro,&lt;br /&gt;De tudo o que está para vir,&lt;br /&gt;Cega-nos novamente,&lt;br /&gt;Torna a ser o que eu sempre quis,&lt;br /&gt;Diz outra vez que até morres,&lt;br /&gt;Desde que eu seja feliz;&lt;br /&gt;Volta a dizer que me amas,&lt;br /&gt;Que sempre precisaste de mim,&lt;br /&gt;Repete que me adoras,&lt;br /&gt;Que tudo o que não queres é o fim&lt;br /&gt;Fala-me de amor como sempre,&lt;br /&gt;Como antes de o fim chegar;&lt;br /&gt;Começa tudo de novo,&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Torna a ensinar-me a amar...&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8272760-110141762819120364?l=armadilhadaspalavras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://armadilhadaspalavras.blogspot.com/feeds/110141762819120364/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8272760&amp;postID=110141762819120364' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8272760/posts/default/110141762819120364'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8272760/posts/default/110141762819120364'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://armadilhadaspalavras.blogspot.com/2004/11/recomear.html' title='(recomeçar)'/><author><name>ninguém</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8272760.post-110087291408819042</id><published>2004-11-19T13:58:00.000Z</published><updated>2004-11-19T14:01:54.086Z</updated><title type='text'>história</title><content type='html'>Já bati à porta da noite mais triste...&lt;br /&gt;Fui pedir-lhe os sonhos que me canso de ver,&lt;br /&gt;Os pedaços de mim, de onde nunca saíste&lt;br /&gt;Implorei-lhe que assim me ajudasse a viver...&lt;br /&gt;E abri-lhe o meu peito, para que visse&lt;br /&gt;O teu nome ainda solto no meu...&lt;br /&gt;Sempre o que não fui... tudo o que não disse...&lt;br /&gt;(quem me dera um dia voltar a ser eu...)&lt;br /&gt;Já bati à porta da noite mais triste...&lt;br /&gt;Pedi, já cansada, "Tu que me ouviste,&lt;br /&gt;Estende-me a mão e leva-me a voar..."&lt;br /&gt;Mas ela respondeu-me, numa brisa solta&lt;br /&gt;"Lamento, mas o que passou já não volta...&lt;br /&gt;Fica no teu canto e limita-te a sonhar..."&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8272760-110087291408819042?l=armadilhadaspalavras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://armadilhadaspalavras.blogspot.com/feeds/110087291408819042/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8272760&amp;postID=110087291408819042' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8272760/posts/default/110087291408819042'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8272760/posts/default/110087291408819042'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://armadilhadaspalavras.blogspot.com/2004/11/histria.html' title='história'/><author><name>ninguém</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8272760.post-109978119224697259</id><published>2004-11-06T22:40:00.000Z</published><updated>2004-11-06T22:46:32.246Z</updated><title type='text'>lua</title><content type='html'>Nem um ruído se nota ao longo da rua...&lt;br /&gt;Um soluço, um abraço... nada no ar...&lt;br /&gt;Um sussurro escondido à beira da lua,&lt;br /&gt;Um lamento arrastado, alguém a passar...&lt;br /&gt;Que força a da noite quando a Lua aparece&lt;br /&gt;e eu lembro... se eu pudesse esquecer...&lt;br /&gt;As ruas encontram-se, como quem tece&lt;br /&gt;Fragmentos daquilo a que chamo anoitecer...&lt;br /&gt;Que só a Lua parece esta noite no céu...&lt;br /&gt;É como se soubesse como é por vezes ser eu,&lt;br /&gt;Como dói a minha alma no final de cada dia...&lt;br /&gt;Também ela brilha quando, na verdade, chora...&lt;br /&gt;Que dor imensa... que triste que é vê-la agora...&lt;br /&gt;Que vontade de a tocar, de lhe pedir que sorria...&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8272760-109978119224697259?l=armadilhadaspalavras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://armadilhadaspalavras.blogspot.com/feeds/109978119224697259/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8272760&amp;postID=109978119224697259' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8272760/posts/default/109978119224697259'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8272760/posts/default/109978119224697259'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://armadilhadaspalavras.blogspot.com/2004/11/lua.html' title='lua'/><author><name>ninguém</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8272760.post-109971973084379050</id><published>2004-11-06T05:40:00.000Z</published><updated>2004-11-06T05:42:10.843Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>Tu és o meu sorriso...&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8272760-109971973084379050?l=armadilhadaspalavras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://armadilhadaspalavras.blogspot.com/feeds/109971973084379050/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8272760&amp;postID=109971973084379050' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8272760/posts/default/109971973084379050'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8272760/posts/default/109971973084379050'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://armadilhadaspalavras.blogspot.com/2004/11/tu-s-o-meu-sorriso.html' title=''/><author><name>Shinho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11205520394386750194</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8272760.post-109906329363205866</id><published>2004-10-29T16:18:00.000+01:00</published><updated>2004-10-29T16:21:33.633+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Levem-me daqui os sonhos que perdi num dia igual, passem a mão no meu rosto e sequem as minhas lágrimas. Peguem-me na mão e vejam nos meus olhos o que ninguém vê, ouçam o lamento que arrasto sem intenção. Ninguém o faz.&lt;br /&gt;Quem me dera um pouco de paz, quem me dera a noite de vez. O silêncio do vazio ecoa-me nos ouvidos. A mágoa que quis esquecer entra de novo no meu peito e ninguém conhece a minha dor. Não tenho força, nem as lágrimas que perco no final de cada dia (como dói ser eu...) me lavam a alma (e como dói ninguém saber...).&lt;br /&gt;Beijem-me os dias de vez, abracem-me os gritos que tento soltar em vão. Já não sei voar, não pertenço aqui, não sei que reconforto ainda me prende o coração. Queria gritar a distância entre mim mas a minha voz mantém-se ainda no meio da minha solidão.&lt;br /&gt;Não há ninguém que me responda? Ninguém que me solte de vez as palavras nas horas que sempre quis ouvir... se alguém soubesse.&lt;br /&gt;E eu não sei como vou ter de me manter desperta, o meu pedido de ajuda ainda a ecoar-me no peito...&lt;br /&gt;Levem-me de vez para onde posso ser feliz, deixem-me ser só sem que ninguém me interrompa. Parem o Mundo que eu quero descer...&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8272760-109906329363205866?l=armadilhadaspalavras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://armadilhadaspalavras.blogspot.com/feeds/109906329363205866/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8272760&amp;postID=109906329363205866' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8272760/posts/default/109906329363205866'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8272760/posts/default/109906329363205866'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://armadilhadaspalavras.blogspot.com/2004/10/levem-me-daqui-os-sonhos-que-perdi-num.html' title=''/><author><name>ninguém</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8272760.post-109874605871518373</id><published>2004-10-26T01:10:00.000+01:00</published><updated>2004-10-26T00:14:18.716+01:00</updated><title type='text'>Os teus dias</title><content type='html'>Quando te conheci o sol ainda era este de todos os dias. No dia seguinte, no dia seguinte a ter-te conhecido, o sol era o mesmo. E já não era. Sobrevoava as noites que pareciam sempre as mesmas, e depois... depois já não eram. E era a música que sempre tocava no meu leitor, a música que, por acaso, ouvimos inteira à porta de tua casa. No dia seguinte, nessa manhã de Primavera mas de chuva, a música que era a mesma, também já não era. E foi assim com muitas coisas, durante muitos mais dias com muitas outras coisas. É, de repente, já nada era o mesmo. Já não era só a Primavera que se tinha transformado em Verão. Eras tu, sim tu, já nem tu eras a mesma. Primeiro bonita por fora, com olhos verdes infinitos como o meu mar à porta de casa. E depois, tão rapidamente, vindo de uma discussão por tão pouco, uma discussão por nada, por qualquer coisa tão insignificante como a tua beleza. Já não eras tu. Parecia que te tinhas virado do avesso, que o teu interior se tinha revolvido e saído para fora a meio de uma qualquer palavra insignificante como já não te dizer que te amo. De repente, sim tão rapidamente como uma folha madura cai de uma árvore, já era um Outono repleto de uma nostalgia que embalava os dias que continuavam todos na mesma, todos tão iguais.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8272760-109874605871518373?l=armadilhadaspalavras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://armadilhadaspalavras.blogspot.com/feeds/109874605871518373/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8272760&amp;postID=109874605871518373' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8272760/posts/default/109874605871518373'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8272760/posts/default/109874605871518373'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://armadilhadaspalavras.blogspot.com/2004/10/os-teus-dias.html' title='Os teus dias'/><author><name>Shinho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11205520394386750194</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8272760.post-109873504681527465</id><published>2004-10-25T21:09:00.000+01:00</published><updated>2004-10-25T21:10:46.816+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Agarra a minha mão sem vermos o que fica para trás, abraça-me os dias em que me dói a saudade de mim. Anseio a tua voz, o olhar que diriges ao céu para onde queres voar, a tua pele cujo toque ainda me arde no peito. Eu não me esqueci de ti. Não me esqueci de ti, e se hoje me perco ainda à volta dos restos de nós é pela agonia que ainda me convém no final de cada dia, de cada ontem que ainda me marca o peito. Todos os dias me sobrevivo e às noites que me fazem morrer, a todas as horas cada lágrima guardada que me escorre pela alma se esconde do recomeço que adivinha. "És tão bonita por dentro", disseste tu, e não sabes que as tuas palavras são para mim a prece a seguir?, se eu ao menos soubesse porque mais ninguém as ouve...&lt;br /&gt;Só tu, sempre tu, por isso peço-te mais uma vez, leva-me a voar contigo que ainda o fazes, pega-me na alma e não me deixes cair, canta-me os dias ao ouvido como eles podiam ser; não sabes nada mas podes ensinar-me tanto, não percebes a dor com que me acabo mas a tua luz serve por qualquer hora que me possas dar.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8272760-109873504681527465?l=armadilhadaspalavras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://armadilhadaspalavras.blogspot.com/feeds/109873504681527465/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8272760&amp;postID=109873504681527465' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8272760/posts/default/109873504681527465'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8272760/posts/default/109873504681527465'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://armadilhadaspalavras.blogspot.com/2004/10/agarra-minha-mo-sem-vermos-o-que-fica.html' title=''/><author><name>ninguém</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8272760.post-109866233468731939</id><published>2004-10-25T01:48:00.000+01:00</published><updated>2004-10-25T19:33:49.216+01:00</updated><title type='text'>Os lábios</title><content type='html'>Eras tu que me guiavas pelo estreito e sinuoso mapa do teu corpo. Os lábios de algodão mordiscavam ordens que eu a gosto cumpria. Ferias-me a alma com a cor verde dos teus olhos. Não era o quanto eu te amava que questionavas, era o amor que ainda viria que nos fazia sofrer. O amor que viria embrulhado no coração da alma, o amor que fariámos aproveitando a ternura dos nossos corpo entrelaçados. Tudo podia acontecer naquele momento. Os teus olhos verdes e cristalinos como uma paisagem grandiosa que eu tentava perceber, os meus olhos persseguiam a tua mente pelo canal aberto na iris escura, expandida na aurora de um dia frio de sol. E quanto mais perto dos teus olhos, quanto mais perto da tua vida, quase tão perto do teu verdadeiro ser, quanto mais perto estava de te sentir, mais sentia o teu corpo esfriar. E se não era o teu corpo que esfriava, era o frio que se instalava entre os lençois, entre os nossos corpos que se afastavam. Tudo tão subtil como o prazer fugaz do teus lábios mordiscados em dor. Estivemos pertos do amor, digo-te eu, e não foram os nossos corpos que fugiram. Ficou tudo no silêncio dos teus lábios de algodão.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8272760-109866233468731939?l=armadilhadaspalavras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://armadilhadaspalavras.blogspot.com/feeds/109866233468731939/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8272760&amp;postID=109866233468731939' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8272760/posts/default/109866233468731939'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8272760/posts/default/109866233468731939'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://armadilhadaspalavras.blogspot.com/2004/10/os-lbios.html' title='Os lábios'/><author><name>Shinho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11205520394386750194</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8272760.post-109846863009077473</id><published>2004-10-22T19:09:00.000+01:00</published><updated>2004-10-22T19:11:59.756+01:00</updated><title type='text'>Os olhos</title><content type='html'>Os olhos? Os olhos têm pedrinhas lá dentro... Sáfiras brilhantes. São pequenos pedaços de magia quando brilham nas primeiras gotas da aurora. Choveu durante a noite, dizes tu com o desencanto de um sentir que ecoa nas paredes que preferimos desertas. O dia é como os outros dias em que o sol nos compromete, a chuva debita de mansinho uma melodia no vidro. Desenha quadros do Pollock que são efémeros e prateados, uma filigrana de mar que serpenteia em unissono com a minha preguiça. Tu abraças-me com os dedos, e vemos um filme escondido no silêncio perdido do olhar que se prolonga até a pele doer. O teu corpo é quente e frio o dia que nasce, frios os passos apressados das pessoas que se desviam da chuva que nos abrilhanta a manhã com um espectáculo na nossa janela. Não dizemos uma palavra, comemos os vocábulos nos beijos e as bocas saciadas são um jardim de flores murchas. Não sei se é do sono de uma noite incompleta de descanso, ou dos teus olhos... os teus olhos de sáfiras brilhantes não são para estes dias.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8272760-109846863009077473?l=armadilhadaspalavras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://armadilhadaspalavras.blogspot.com/feeds/109846863009077473/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8272760&amp;postID=109846863009077473' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8272760/posts/default/109846863009077473'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8272760/posts/default/109846863009077473'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://armadilhadaspalavras.blogspot.com/2004/10/os-olhos.html' title='Os olhos'/><author><name>Shinho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11205520394386750194</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8272760.post-109837331781353186</id><published>2004-10-21T16:38:00.000+01:00</published><updated>2004-10-21T16:41:57.813+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Não quero perder um só momento mas esquecer seria tudo o que preciso, não quero a ausência de ti mas ser só é sempre tudo o que me resta, não quero percorrer mais olhares para em meu redor só ter o teu.&lt;br /&gt;Hoje volta o silêncio à minha noite, regressa o lamento espalhado por tudo o que é pétalas de nós. Restos de mim. Quase me tocam as memórias do que já não vejo, o que quase me perturba roça-me a pele, se ao menos eu ainda pudesse voar e as horas não fossem tão reles (se o vazio é tudo o que me enche...).&lt;br /&gt;Eu quero o teu toque, quero a tua voz de luz do dia, quero a monotonia das noites, a minha luz, a tua luz tão comum como eu não sou.&lt;br /&gt;Quero tapar os meus dias com os contornos da tua face, com os jeitos do teu sorriso. Com qualquer coisa que me devolva o eu que sempre quis ter a rotina de ser - quero ser contigo.&lt;br /&gt;Hoje, porém, volta o silêncio à minha noite, e eu não ouso gritar alto o suficiente para te ouvir.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8272760-109837331781353186?l=armadilhadaspalavras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://armadilhadaspalavras.blogspot.com/feeds/109837331781353186/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8272760&amp;postID=109837331781353186' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8272760/posts/default/109837331781353186'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8272760/posts/default/109837331781353186'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://armadilhadaspalavras.blogspot.com/2004/10/no-quero-perder-um-s-momento-mas.html' title=''/><author><name>ninguém</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8272760.post-109831394832956208</id><published>2004-10-21T01:09:00.000+01:00</published><updated>2004-10-21T00:18:55.350+01:00</updated><title type='text'>A boca</title><content type='html'>A solidão devasta-nos a alma. O silêncio perfura as bocas, mas delas só sai um oco inaudível. O lábio funde-se no lábio, uma porta estanque do teu sentir. Do meu também. Dizes que não queres viver na cidade que eu te escancarei como o amplo deserto das minhas riquezas. Eu aceito, num silêncio resignado que te circunda, que te abraça, envolve, mas com força, com força desmesurada até sentir o teu desconforto. A perversão de uma maldade sem a forma, com a crueza das pessoas maltratadas, criança mimada que resignada amua, mas sem mostrar a mágoa que lhe acinzenta o sorriso. Despeço-me em lágrimas, não, volto atrás e seco as lágrimas que ainda não tinham saído, enxaguo a alma. Sento-me de novo, e digo: repete. Não, não repitas. Eu oiço bem, olho nos teus olhos e oiço o teu coraçao falar da mágoa que te vai por dentro, e dói, eu sei que dói. É a mim que mais dói. Mas não somos todos vitimas do destino? Baixas os olhos como se não quisesses falar, sabes que eu te leio, um livro onde salto parágrafos que não compreendo, onde vejo texto aonde é afinal é paisagem baça e descorada de coisas que nem tu percebes. Não é fácil, escondo-me na boca de onde as palavras não saiem. Um esconderijo onde brinco sempre. Nada é certo, nada é por certo errado. Há um corropio de vocábulos a circular na cabeça, uma leve corrente de ar que rodopia, e rodopia. Eu sei aonde vai dar, o vento, o vento que sopra nos campos fazendo vendavais de palavras que deviam ser encarceradas, em palavras temperadas no acre da boca com paladar a mágoa. Não, não queremos isso pois não? Amaino as palavras iradas da cabeça, e dou-te a mão. A simples mão de amigo que tu ainda não compreendes. Vais compreender assim saiam as palavras correctas, as que desvendam o mistério, que percorrem os teus olhos de mar até as areias movediças do meu sentir. Eu ainda guardo o teu número.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8272760-109831394832956208?l=armadilhadaspalavras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://armadilhadaspalavras.blogspot.com/feeds/109831394832956208/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8272760&amp;postID=109831394832956208' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8272760/posts/default/109831394832956208'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8272760/posts/default/109831394832956208'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://armadilhadaspalavras.blogspot.com/2004/10/boca.html' title='A boca'/><author><name>Shinho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11205520394386750194</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8272760.post-109830152694627190</id><published>2004-10-20T20:32:00.000+01:00</published><updated>2004-10-20T20:45:26.946+01:00</updated><title type='text'>Hora absurda</title><content type='html'>(...)&lt;br /&gt;Gelaram todas as mãos cruzadas sobre todos os peitos...&lt;br /&gt;Murcharam mais flores do que as que havia no jardim...&lt;br /&gt;O meu amar-te é uma catedral de silêncios eleitos,&lt;br /&gt;E os meus sonhos uma escada sem princípio mas com fim...&lt;br /&gt;*&lt;br /&gt;Alquém vai entrar pela porta... Sente-se o ar sorrir...&lt;br /&gt;Tecedeiras viúvas gozam as mortalhas de virgens que tecem...&lt;br /&gt;Ah, o teu tédio é uma estátua de uma mulher que há-de vir,&lt;br /&gt;O perfume que os crisântemos teriam, se o tivessem...&lt;br /&gt;*&lt;br /&gt;É preciso destruir o propósito de todas as pontes,&lt;br /&gt;Vestir de alheamento as paisagens de todas as terras,&lt;br /&gt;Endireitar à força a curva dos horizontes,&lt;br /&gt;E gemer por ter de viver, como um ruído brusco de serras...&lt;br /&gt;*&lt;br /&gt;Há tão pouca gente que ame as paisagens que não existem!...&lt;br /&gt;Saber que continuará a haver o mesmo mundo amanhã - Como nos desalegra!...&lt;br /&gt;Que o meu ouvir o teu silêncio não seja nuvens que atristem&lt;br /&gt;O teu sorriso, anjo exilado, e o teu tédio, auréola negra...&lt;br /&gt;*&lt;br /&gt;Suave, como ter mãe e irmãs, a tarde rica desce...&lt;br /&gt;Não chove já, e o vasto céu é um grande sorriso imperfeito...&lt;br /&gt;A minha consciência de ter consciência de ti é uma prece,&lt;br /&gt;E o meu saber-te a sorrir uma flor murcha a meu peito...&lt;br /&gt;*&lt;br /&gt;(...)&lt;br /&gt;O que é que me tortura?... Se até a tua face calma&lt;br /&gt;Só me enche de tédios e de ópios de ócios medonhos...&lt;br /&gt;Não sei... Eu sou um doido que estranha a sua própria alma...&lt;br /&gt;Eu fui amado em efígie num país para além dos sonhos...&lt;br /&gt;*&lt;br /&gt;Fernando Pessoa&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8272760-109830152694627190?l=armadilhadaspalavras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://armadilhadaspalavras.blogspot.com/feeds/109830152694627190/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8272760&amp;postID=109830152694627190' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8272760/posts/default/109830152694627190'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8272760/posts/default/109830152694627190'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://armadilhadaspalavras.blogspot.com/2004/10/hora-absurda.html' title='Hora absurda'/><author><name>ninguém</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8272760.post-109821978064435445</id><published>2004-10-19T21:52:00.000+01:00</published><updated>2004-10-19T22:03:00.646+01:00</updated><title type='text'>Chove...</title><content type='html'>(sem título)&lt;br /&gt;*&lt;br /&gt;Chove. Há silêncio, porque a mesma chuva&lt;br /&gt;Não faz ruído senão com sossego.&lt;br /&gt;Chove. O céu dorme. Quando a alma é viúva&lt;br /&gt;Do que não sabe, o sentimento é cego.&lt;br /&gt;Chove. Meu ser (quem sou) renego...&lt;br /&gt;*&lt;br /&gt;Tão calma é a chuva que se solta no ar&lt;br /&gt;(Nem parece de nuvens) que parece&lt;br /&gt;Que não é chuva, mas um sussurrar&lt;br /&gt;Que de si mesmo, ao sussurrar, se esquece.&lt;br /&gt;Chove. Nada apetece...&lt;br /&gt;*&lt;br /&gt;Não paira vento, não há céu que eu sinta.&lt;br /&gt;Chove longínqua e indistintamente,&lt;br /&gt;Como uma coisa certa que nos minta,&lt;br /&gt;Como um grande desejo que nos mente.&lt;br /&gt;Chove&lt;strong&gt;. Nada em mim sente...&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;*&lt;br /&gt;Fernando Pessoa&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8272760-109821978064435445?l=armadilhadaspalavras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://armadilhadaspalavras.blogspot.com/feeds/109821978064435445/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8272760&amp;postID=109821978064435445' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8272760/posts/default/109821978064435445'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8272760/posts/default/109821978064435445'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://armadilhadaspalavras.blogspot.com/2004/10/chove.html' title='Chove...'/><author><name>ninguém</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8272760.post-109810612481809045</id><published>2004-10-18T14:23:00.000+01:00</published><updated>2004-10-18T14:28:44.816+01:00</updated><title type='text'>...</title><content type='html'>Quero viver assim, só como a palavra guardada no vento da noite. Tu sempre lá, a minha dor sempre à parte e às vezes passo a porta que me leva ao que é real; os pedaços de uma vida que me espera à chuva, fragmentos na melancolia dos dias.&lt;br /&gt;Quero soprar no papel em que escrevo e mandar embora as palavras rasgadas, ler só nos teus olhos o caminho que se segue depois. As horas caem-me no esquecimento, por enquanto, o tempo já não está na minha mão.&lt;br /&gt;Quero viver assim, só como uma palavra no vento da noite, de onde tu me puxas todos os dias para sonhar mais uma realidade.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8272760-109810612481809045?l=armadilhadaspalavras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://armadilhadaspalavras.blogspot.com/feeds/109810612481809045/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8272760&amp;postID=109810612481809045' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8272760/posts/default/109810612481809045'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8272760/posts/default/109810612481809045'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://armadilhadaspalavras.blogspot.com/2004/10/blog-post_18.html' title='...'/><author><name>ninguém</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8272760.post-109783640846658221</id><published>2004-10-15T11:31:00.000+01:00</published><updated>2004-10-15T11:33:28.466+01:00</updated><title type='text'>...</title><content type='html'>O dia é claro, sinónimo de igual e como queria que fosse outro de novo.&lt;br /&gt;Perdi os sonhos, sinto falta da minha luz, até das palavras que me marcam a dor e o meu lamento, ninguém o ouve. O Mundo entra-me agora pela alma e o ar que respiro não a lava de tudo o que me cai no peito.&lt;br /&gt;Não sou só, quero voltar a sonhar enquanto vivo e que os dias voltem a ser mais do que esperados...&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8272760-109783640846658221?l=armadilhadaspalavras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://armadilhadaspalavras.blogspot.com/feeds/109783640846658221/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8272760&amp;postID=109783640846658221' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8272760/posts/default/109783640846658221'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8272760/posts/default/109783640846658221'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://armadilhadaspalavras.blogspot.com/2004/10/blog-post_15.html' title='...'/><author><name>ninguém</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8272760.post-109780001260332811</id><published>2004-10-15T01:22:00.000+01:00</published><updated>2004-10-15T01:26:52.603+01:00</updated><title type='text'>A cor da alma</title><content type='html'>&lt;span style="color:#999999;"&gt;Como gostei muita da ideia do "pegar-me na alma" do post anterior, resolvi ir buscar este aos meus arquivos... para continuarmos nas almas...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agarrei um fio de prata de um raio de luar e fiz com ele um gancho brilhante para te prender o cabelo que se soltava no vento da noite. A chuva de Novembro gotejava umas orquídeas amarelas que te pintavam as sobrancelhas. Sempre me entreguei aos amores mais com a alma do que com o corpo, ao contrário da expressão popular. É uma postura diferente, daquelas que nem vem no Kamasutra. Estudei a arte de amar desde Ovídio até Stendhal e ainda folheei alguns contemporâneos. De nada serve o saber sem a consumação do sentir. Dei-te a mão sob um pretexto falso, numa rua que descia até ao mar numa calçada de paralelepípedos escorregadios, com tufos de musgo verde aonde se acumulava o orvalho da noite. Há qualquer coisa no toque da pele quase intangível. Uma linguagem que eu tento descodificar, uma química de compatibilidade. Há qualquer coisa que vibra no corpo quando tocamos a primeira vez em alguém. É preciso estar atento, parar todos os sentido e ficar à escuta com a concentração que as grandes coisas necessitam. A minha mão percorreu a tua como uma leitura sensorial e a vibração da tua pele sob a minha traçou uma paisagem azul de compatibilidade. Não me perguntes o que é isso. Acontece ser assim. A alma conta-nos histórias se estivermos dispostos a ouvi-la. A minha alma de pistachio desejosa de te conhecer gosta da tua paisagem azul que o teu contacto quente desenha na pele como uma pirogravura faz na madeira ressequida. Não me perguntes porque que a minha alma é verde e a tua azul. Não percebo muito de almas e isto de lhe dar cores é uma ilusão, até posso sofrer de um daltonismo que pinta mal as almas que sinto. No fim da rua há um bar sobranceiro à praia para onde nos dirigimos com o vagar de quem já tem tudo dito. O teu cabelo molhado pingava umas gotas de chuva fotogénicas na tua face fria. A minha mão na pele do teu rosto apagou a chuva de Novembro com o meu toque quente. És tão bonita como a alma.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8272760-109780001260332811?l=armadilhadaspalavras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://armadilhadaspalavras.blogspot.com/feeds/109780001260332811/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8272760&amp;postID=109780001260332811' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8272760/posts/default/109780001260332811'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8272760/posts/default/109780001260332811'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://armadilhadaspalavras.blogspot.com/2004/10/cor-da-alma.html' title='A cor da alma'/><author><name>Shinho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11205520394386750194</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8272760.post-109779067967575445</id><published>2004-10-14T22:50:00.000+01:00</published><updated>2004-10-14T22:51:19.676+01:00</updated><title type='text'>...</title><content type='html'>Espera por mim, um dia destes, quando quiseres ir além do que pensas que existe. Sopra-me a vida de novo, atira-me um sonho qualquer, navega comigo outra vez enquanto esperamos o caminho certo.&lt;br /&gt;Pega-me na dor e vamos ver o fim dos dias, o abrir das estrelas, o cair do teu sorriso à saída do pôr-do-sol. Vamos voltar a ser nós, a decorar a mesma Lua, a sonhar ao mesmo céu, com pressa de tudo o que possa acontecer.&lt;br /&gt;Espera por mim, um dia destes, quando quiseres pegar-me na alma e levá-la a um final feliz qualquer.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8272760-109779067967575445?l=armadilhadaspalavras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://armadilhadaspalavras.blogspot.com/feeds/109779067967575445/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8272760&amp;postID=109779067967575445' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8272760/posts/default/109779067967575445'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8272760/posts/default/109779067967575445'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://armadilhadaspalavras.blogspot.com/2004/10/blog-post_14.html' title='...'/><author><name>ninguém</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8272760.post-109767597380082597</id><published>2004-10-13T14:57:00.000+01:00</published><updated>2004-10-13T14:59:33.800+01:00</updated><title type='text'>...</title><content type='html'>Perdeu-se o tempo que fomos, fiquei sem a calma que era o teu toque. O ar da noite morre agora no que já não significa, o tempo foi demais para mim e também me perdi, já só me segredo distâncias que percorro à beira-mar.&lt;br /&gt;A minha sombra preenche todo o meu espaço no lugar do teu sorriso. Do teu sorriso... Se eu voltasse a saber como sonhar... Se eu voltasse a saber como não ser só.&lt;br /&gt;Qualquer sonho me servia, qualquer noite, qualquer. Qualquer voz que me tirasse deste dia tão claro. Tira-me as palavras de vez... Tira-me qualquer coisa que me devolva o ser.&lt;br /&gt;Ignoro agora o teu rosto que escondo, desfolho segredos à beira da dor que me enche o peito e prefiro não escolher mais quem sou. Morri nos teus braços esta noite, e o tempo não me perdoa as mágoas que me fiz sentir...&lt;br /&gt;Morri nos teus braços, esta noite.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8272760-109767597380082597?l=armadilhadaspalavras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://armadilhadaspalavras.blogspot.com/feeds/109767597380082597/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8272760&amp;postID=109767597380082597' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8272760/posts/default/109767597380082597'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8272760/posts/default/109767597380082597'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://armadilhadaspalavras.blogspot.com/2004/10/blog-post_13.html' title='...'/><author><name>ninguém</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8272760.post-109762092165971810</id><published>2004-10-12T23:36:00.000+01:00</published><updated>2004-10-12T23:48:54.503+01:00</updated><title type='text'>Dá-me a tua liberdade</title><content type='html'>Tinha no ventre uma emoção que a fazia julgar estar grávida. A emoção transformou-se em desejo e a barriga cresceu mesmo. Não engordara. Dormia pouco, às vezes exagerava na bebida. Bebia muito menos do que eu. Dançava em casa, com os estores da sala levantados para que os vizinhos nos vissem. Danças eróticas. Nunca ousou despir-se enquanto dançava. Não pelo pudor que sentia com os vizinhos a olhar. Mas por mim. Tinha de apagar sempre a luz sempre que oferecia o seu corpo nu. Tinha nascido no dia 25 de Abril de 1974 e achava que a liberdade lhe pertencia. Não fosse o pudor atravessar-lhe o pensamento. Coloquei estores até na cozinha e na pequena janela da sala de banho. Nas noites quentes de Verão recolhiamo-nos na penumbra de minha casa, descarregávamos os corpos do peso da roupa, faziámos piqueniques na sala e embebedavamo-nos sem querer. Oferecia-te carregamentos de pétalas que a minha amiga florista me arranjava em troca de alguns favores inconfessáveis. Um dia adormeci-te um botão de rosa no ventre, uma semente para a tua imaginação.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8272760-109762092165971810?l=armadilhadaspalavras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://armadilhadaspalavras.blogspot.com/feeds/109762092165971810/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8272760&amp;postID=109762092165971810' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8272760/posts/default/109762092165971810'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8272760/posts/default/109762092165971810'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://armadilhadaspalavras.blogspot.com/2004/10/d-me-tua-liberdade.html' title='Dá-me a tua liberdade'/><author><name>Shinho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11205520394386750194</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8272760.post-109753024882281218</id><published>2004-10-11T22:22:00.000+01:00</published><updated>2004-10-11T22:30:48.823+01:00</updated><title type='text'>Novembro </title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#c0c0c0;"&gt;para a Bébé&lt;/span&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Não &lt;span style="font-family:arial;"&gt;sei&lt;/span&gt; porque chamo janelas aos teus olhos e portas ao teu sexo, não sei. O livro que te escrevo é uma mansão com imensos quartos vazios onde as palavras se vão deitar. Escrevo a nossa história em textos que tu rescreves por achares que não te compreendo. Dizes que penso saber tudo mas que estou muito longe da realidade que dizes também não conhecer. Eu só quero pegar no barro lamacento das nossas vidas e ser o artífice que o transforma. Não sei exactamente em quê nem em que sentido. A textura das palavras não tem de ser um caleidoscópio, toda a acção não tem necessariamente de ser um filme, até porque há momentos que não deviam ter banda sonora como o nosso primeiro beijo entre as buzinas estridentes de dois camiões cisterna, comentas tu. Foi mais marcante assim, rematas. Eu não ligo, e continuo a edificar o palácio do teu corpo com as suas janelas negras, o telhado amarelo com telhas curtas como erva seca e amarela espetada ao sabor do vento, as paredes caiadas de um branco luminoso e acabo com a descrição das portas trancadas. Tu riscas a última palavra que substituis pelo termo seladas. Eu olho para ti com ar incrédulo mas tu sorris e abanas a cabeça confirmando o que escreveras. As palavras continuam a chegar como convidados de uma grande festa que nós, anfitriões da mansão do nosso livro, recebemos cordialmente. Expulsas sempre os meus convidados que achas indesejáveis com um ar arrogante de dona de casa zelosa. Às vezes falo de ti, embora tu nunca te refiras a mim de nenhuma maneira. A história é tua e já te expões o suficiente, dizes tu. Gosto dos teus beijos misturados no vapor da madeira e do álcool do vinho do Porto. Descrevo o momento em que te disse amo-te pela primeira vez na minha vida de uma forma totalmente fantasiada. Tu riscas tudo com uma violência que até fura o papel. Encostas-te à janela e ficas a olhar para um ponto de fuga que eu não consigo perspectivar. Temos estes momentos em que andamos perdidos até eu te encontrar. Este momento até é daqueles que têm banda sonora, mas eu desligo a aparelhagem. O silêncio pronuncia a discórdia. Sabes que eu o fiz de propósito, dizem-me os teus olhos reflectidos no vidro. Sempre soubemos utilizar os espelhos, uma recordação que o teu sorriso mimetiza o instante em que os teus olhos se enquadraram nos meus no dia que nos conhecemos. O silêncio perdura e só o ruído do meu gesto de mudar de página irrompe como uma trégua. Rescrevo o momento riscado. Desta vez conto como tudo foi: a despedida à porta de tua casa; o momento em que me esquivei a dizer algo; a tua insistência para eu dizer o que me tinha apetecido dizer; eu a dizer que não era nada, que era uma asneira; descrevo a maneira como desci as escadas, a raiva que demonstrei contra as inocentes flores. Conto os meus pensamentos enquanto acendia um cigarro ainda à porta de tua casa, descrevo a minha covardia toda sem a menor piedade de mim próprio. Descrevo o momento em que me abraçaste por trás com o teu corpo quente colado ao meu, as lágrimas que escorreram mostrando o desconforto que sentia comigo mesmo, e o momento em que me rodaste para te enfrentar, contigo a lavar-me o rosto com os teus beijos fingindo serem toalhas. Faço uma pausa na escrita. Acendo um cigarro lavado no trago amargo do Porto por falta dos teus beijos. Vejo a nossa mansão do texto em ruínas após as tuas demolições violentas, debruço-me sobre o ultimo projecto que as minhas palavras anunciavam. A recordação do momento deixa-me fechado num monólogo interior. Fecho os olhos nas palmas das mãos como se fizesse um cinema com o filme das recordações só para mim. Tu vens ter comigo, enrolas-te nas minhas costas debruçando o queixo sobre o meu ombro. Espreitas o momento vivido através da janela do tempo que as minhas palavras abrem. Guardas-me as mãos no cofre forte das tuas. Continua, pedes-me. Não consigo. Não sei porque me custa tanto abandonar-me a alguém, o mesmo se passa quando tenho de descrever o abandono. Tens medo, dizes-me roubando os pensamentos mais íntimos. É como se te entregasse a minha vida. Tu percebes, dominas-me e por isso tudo isto me custa como se me fosse perder a mim próprio. Tu percebes tudo, sempre percebeste. És esperta como o ar que tudo preenche. As tuas caricias incitam a segurança que sabes que me falta. Estás dentro dos meus receios como um bálsamo, libertando um perfume intenso de tranquilidade. O colete de forças do teu desejo domina-me. Despe-te pedes tu, libertando-me as mãos das algemas das tuas. Eu pego na caneta, na folha, e escavo no mais fundo da alma, as razões e sentimentos que me perturbavam, que me condicionavam naquele momento, no segundo anterior a dizer que te amava. Tu acaricias-me as costas, pele com pele debaixo da camisa. Massajas-me a alma com o unguento da segurança. Eu descrevo tudo. As palavras vêm de dentro como o tijolo e a argamassa da nossa mansão de texto. Pinto paredes, destruo paredes. Faço aberturas onde não as havia, janelas para a alma. Descrevo recantos que são passagens secretas para sítios grotescos, tão próximos dos pesadelos. Mostro-te os terraços que dão para o céu de sonhos, e jardins que são o paraíso reinventando. Sou mais do que uma alma despida, sou a pele e o osso das palavras. O sangue pulula no interstício das linhas, e tu bebes a sangria que derrete na avalanche dos parágrafos. Paro de escrever quando a tua mão acaricia o meu sexo e os teus lábios anunciam a ordem no lóbulo trémulo do ouvido. Chega. A minha alma soluça baixinho, a água presa na barragem das pálpebras prestes a galgar o dique. A mansão do texto é, agora, apenas um auto-retrato meu. Eu precisava de ter a certeza, agarrar os teus medos e mistura-los nos meus, e fazer disso a massa consistente que proteja a nossa mansão das agressões exteriores, tinha tanto medo de que não fosses capaz de o fazer e libertar-me também das minhas inseguranças. Escreves tu no final, como um grande plano de uma flor no nosso jardim de paisagens interiores. Os corpos deitam-se empurrados pela aragem do espirito, as portas da alma abertas fazendo a corrente de ar violento libertar o pólen do desejo, e as portas do corpo que deixaste arrombar quebrando o selo do lacre. Foi quando dissestes que me amavas e eu o repeti fazendo eco do meu amor sem esforço algum. Tu pegaste fogo à mansão do texto libertando-me do inferno das meus medos com o fogo do teu desejo. Agora tenho-te para sempre na memória, segredaste-me. Eu também. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8272760-109753024882281218?l=armadilhadaspalavras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://armadilhadaspalavras.blogspot.com/feeds/109753024882281218/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8272760&amp;postID=109753024882281218' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8272760/posts/default/109753024882281218'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8272760/posts/default/109753024882281218'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://armadilhadaspalavras.blogspot.com/2004/10/novembro.html' title='Novembro '/><author><name>Shinho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11205520394386750194</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8272760.post-109751317557010427</id><published>2004-10-11T17:43:00.000+01:00</published><updated>2004-10-11T17:46:15.570+01:00</updated><title type='text'>...</title><content type='html'>Só mais um dia cinzento, um dia tão carregado de mágoas como o meu peito. Consulto um Deus qualquer em vão, ninguém me dá respostas e eu não tenho mais portas abertas para a minha dor.&lt;br /&gt;Queria que alguém me soubesse dizer o que me aconteceu, para onde foram os meus dias perfeitos, o que aconteceu à minha vontade de sonhar, porque deixei de saber voar?&lt;br /&gt;Queria acreditar em mim mas mesmo o meu ser é pesado demais para a minha existência, não há ninguém que me tire deste sítio, da minha sombra? Daqui só posso ver o céu e pedir à Lua que um dia olhe por ti,respirar custa-me como um aperto à dor e eu não sei se consigo, afinal, ser só.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8272760-109751317557010427?l=armadilhadaspalavras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://armadilhadaspalavras.blogspot.com/feeds/109751317557010427/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8272760&amp;postID=109751317557010427' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8272760/posts/default/109751317557010427'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8272760/posts/default/109751317557010427'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://armadilhadaspalavras.blogspot.com/2004/10/blog-post_11.html' title='...'/><author><name>ninguém</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8272760.post-109726691966136579</id><published>2004-10-08T21:20:00.000+01:00</published><updated>2004-10-08T21:21:59.663+01:00</updated><title type='text'>...</title><content type='html'>O Sol que volta agora a incomodar-me, tudo me queima as expectativas e me deixa na dúvida, "pensar incomoda como andar à chuva", os animais, por vezes, são muito mais felizes.&lt;br /&gt;Não sei por onde ando, e ainda que o meu pedido seja escasso gostava de o fazer ouvir ao mar, libertar-me e acabar a revelar tudo o que sinto: lamentar nunca mais, dar um pouco de paz às minhas lágrimas, esquecer um pouco a dor que me acompanha sempre, sair da minha sombra e, quem sabe, ser feliz...&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8272760-109726691966136579?l=armadilhadaspalavras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://armadilhadaspalavras.blogspot.com/feeds/109726691966136579/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8272760&amp;postID=109726691966136579' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8272760/posts/default/109726691966136579'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8272760/posts/default/109726691966136579'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://armadilhadaspalavras.blogspot.com/2004/10/blog-post_08.html' title='...'/><author><name>ninguém</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8272760.post-109710059358064454</id><published>2004-10-06T23:07:00.000+01:00</published><updated>2004-10-06T23:09:53.580+01:00</updated><title type='text'>...</title><content type='html'>Penso em ti, muitas vezes, mais do que penso em nós.&lt;br /&gt;Sem saber como, és o que tenho de mais longe, dentro de mim nada se sabe e do céu não me vem nada que possa ouvir. Já não chove agora, tenho pena, a chuva sempre esteve do meu lado, acho que sempre esperei que um dia levasse de vez o meu lamento que agora só carrego aos poucos.&lt;br /&gt;Já não sei nada.&lt;br /&gt;Indistintamente ou não, és o abrigo das minhas incertezas, lamento de uma dor que não quero deixar de ouvir.&lt;br /&gt;"O mais é nada."...&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8272760-109710059358064454?l=armadilhadaspalavras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://armadilhadaspalavras.blogspot.com/feeds/109710059358064454/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8272760&amp;postID=109710059358064454' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8272760/posts/default/109710059358064454'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8272760/posts/default/109710059358064454'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://armadilhadaspalavras.blogspot.com/2004/10/blog-post_06.html' title='...'/><author><name>ninguém</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8272760.post-109700844236828500</id><published>2004-10-05T21:29:00.000+01:00</published><updated>2004-10-05T21:34:02.370+01:00</updated><title type='text'>...</title><content type='html'>Por vezes, o mundo parece tão diferente do que é e nós acreditamos. Eu acredito. A minha escolha é fraca, a minha Lua  nem sempre me acolhe e eu não recorro a ninguém. Se os meus olhos me mostrassem. Se eu soubesse viver aqui. Mas do céu só me descem angústias e eu não tenho desculpa.&lt;br /&gt;Não sou só mas queria ser e não posso ficar sem a minha estrela. Queria perder a existência mas o teu ar alegra-me a dor. Os dias passam rápido demais (e quem me dera poder fazê-los parar...) mas devagar o suficiente para me custarem (quem me dera conseguir fazê-los passar mais rápido...).&lt;br /&gt;E eu fico aqui,onde não páro de desejar um fim qualquer mas agarro-me à vida de tudo o que vejo, onde não deixo de querer ser só mas tu dizes-me tudo o que não quero deixar de ouvir.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8272760-109700844236828500?l=armadilhadaspalavras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://armadilhadaspalavras.blogspot.com/feeds/109700844236828500/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8272760&amp;postID=109700844236828500' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8272760/posts/default/109700844236828500'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8272760/posts/default/109700844236828500'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://armadilhadaspalavras.blogspot.com/2004/10/blog-post_05.html' title='...'/><author><name>ninguém</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8272760.post-109685149379493635</id><published>2004-10-04T01:39:00.000+01:00</published><updated>2004-10-04T01:58:13.796+01:00</updated><title type='text'>A beleza das coisas</title><content type='html'>A beleza das coisas está profundamente gravada no colorido dos teus olhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A luz da vida quando nos incide sobre a pele, deita-se connosco, atravessa a razão, e vem pernoitar nos sonhos. Passeio sobre a água alisada pela maré que à minha frente sossobra. Ha uma luz azulada que faz reflexos na crista das ondas e anuncia a chegada da manhã. As gaivotas chegam, fazendo-me companhia, debicam frutos do mar onde uma onda deixou apenas umas gotas de saudade. Outras saudam-me com coreografias graciososas, como se dançassem para mim. Dá que pensar. As ondas marulham de mansinho, o som de um saxofone aparece enchendo de laranja a paisagem. O dia vai ser quente. Há um suspiro no ar que traz de volta o teu perfume. É uma guitarra a dedilhar melodias nos meus sentidos. Uma brincadeira de sonhos que se entrelaçam. Não escrevo palavras na areia mas as palavras ficam retidas nos sonhos e de lá não saiem. Ainda dá mais que pensar. Na estrada de pedra o meu rasto perde-se. O medo assalta-me. Sim, isso de já não me poderes seguir, de não poderes sonhar na mesma dimensão que eu sonho. Estendo-te uma passadeira de rosas brancas que só acaba aonde o mar se vai deitar. É uma estrada de fantasia onde podes perder o resto dos teus dias, como um convite para um passeio sem fim. Uma viagem pelo interior das coisas. É o que dá pensar em ti.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso espreito pelos teus olhos.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8272760-109685149379493635?l=armadilhadaspalavras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://armadilhadaspalavras.blogspot.com/feeds/109685149379493635/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8272760&amp;postID=109685149379493635' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8272760/posts/default/109685149379493635'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8272760/posts/default/109685149379493635'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://armadilhadaspalavras.blogspot.com/2004/10/beleza-das-coisas.html' title='A beleza das coisas'/><author><name>Shinho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11205520394386750194</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8272760.post-109681761382708430</id><published>2004-10-03T16:30:00.000+01:00</published><updated>2004-10-03T16:33:33.826+01:00</updated><title type='text'>...</title><content type='html'>Já não sei que sonhos me animam as noites, que manhãs me iluminam o céu. Descem-me nas janelas mágoas que devia perder, a chuva embala-me na minha sombra e eu não esqueço tudo o que sei. E devia.&lt;br /&gt;Vou passando pelos dias de mãos dadas com não sei que Deus que me acolheu. O fantasma da minha dor fica no céu e não me deixa. Eu, já não sonho. Espreito pela nesga do cortinado as poças de água que me sobram da dor. À noite, tudo será melhor. A Lua continua a balançar-me o peito que traz preso na face, a minha voz não se cala.&lt;br /&gt;"O vento da noite gira no céu e canta." O vento da noite gira no céu e canta. E é tudo.&lt;br /&gt;Quem me dera ser só.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8272760-109681761382708430?l=armadilhadaspalavras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://armadilhadaspalavras.blogspot.com/feeds/109681761382708430/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8272760&amp;postID=109681761382708430' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8272760/posts/default/109681761382708430'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8272760/posts/default/109681761382708430'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://armadilhadaspalavras.blogspot.com/2004/10/blog-post.html' title='...'/><author><name>ninguém</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8272760.post-109677677635866772</id><published>2004-10-03T05:11:00.000+01:00</published><updated>2004-10-03T05:12:56.360+01:00</updated><title type='text'>Nas mãos do tempo</title><content type='html'>Estendeste-me a mão com as cicatrizes do destino expostas na sua palma. Tu dizes não acreditar nisso. Eu também não. Recebo-a na concha quente que as minhas mãos formam. Como nos fomos conhecer, pergunto-te. Tu foges da palavra destino numa resposta longa e sem nexo. Para o acaso, para as coisas inexplicáveis que nos acontecem, utilizamos a palavra destino. Há coisas tão simples como nos cruzarmos por razões que não nos ligavam. E porque estamos juntos, perguntas tu. A tua outra mão, de novo, sobre as minhas que ainda guardavam a tua, adormecida no murmúrio do conforto das minhas. Dou uma resposta simples, sem me ferir na profundidade de intenções que as tuas palavras abriam. As respostas simples não te agradam, e a fuga das tuas mãos elegantes do permeio das minhas pronuncia um distaciamento que o meu silêncio agudiza. Desvias o teu olhar como um paragráfo de texto escondido no meu olhar. O tempo são reticências que se vão somando umas atrás das outras.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8272760-109677677635866772?l=armadilhadaspalavras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://armadilhadaspalavras.blogspot.com/feeds/109677677635866772/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8272760&amp;postID=109677677635866772' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8272760/posts/default/109677677635866772'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8272760/posts/default/109677677635866772'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://armadilhadaspalavras.blogspot.com/2004/10/nas-mos-do-tempo.html' title='Nas mãos do tempo'/><author><name>Shinho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11205520394386750194</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8272760.post-109666315583247191</id><published>2004-10-01T21:35:00.000+01:00</published><updated>2004-10-01T21:39:15.833+01:00</updated><title type='text'>A voz</title><content type='html'>Eu podia ser a voz do teu corpo. Podia ser a palavra mar a sair dos teus olhos, a catarata de lágrimas que o teu sorriso de gozo acompanhava na sonoridade infantil das tuas gargalhadas. Podia ser a palavra terra da amostra de pele que me oferecias nos momentos que te desnudavas no pudor de uma luz entreaberta na cortina da manhã. Podia ser o astrónomo que desvendava o mapa cósmico dos teus sinais castanhos, o desenhador das constelações que marcavam o teu corpo. Era o meu dedo a dar-lhes voz, como quem indica um trajecto numa estrada para a aventura, com rotas pré-programadas que te guiavam ao prazer. Eu podia ser a voz que prolongava os teus suspiros abafados na noite quente que nós faziámos incendiar. Eu podia ser a palavra fogo que vinha do teu corpo, podia ser a labareda vermelha dos teus lábios mordicados. Era a língua que falava de palavras que vinham da almofada dos lábios. Era a língua que cruzava com uma palavra silenciosa que ficava escondida e presa no teu olhar, banhado na luz baça da noite que parecia não acabar. Eu queria ser a voz da tua voz, queria ser o verbo do amor que no silêncio da resposta te mantiveste fechada. Eu que fui voz de mim e do meu corpo num mês de Primavera tão parecido com o teu nome.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8272760-109666315583247191?l=armadilhadaspalavras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://armadilhadaspalavras.blogspot.com/feeds/109666315583247191/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8272760&amp;postID=109666315583247191' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8272760/posts/default/109666315583247191'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8272760/posts/default/109666315583247191'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://armadilhadaspalavras.blogspot.com/2004/10/voz.html' title='A voz'/><author><name>Shinho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11205520394386750194</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8272760.post-109663305906252493</id><published>2004-10-01T13:13:00.000+01:00</published><updated>2004-10-01T13:17:39.063+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Sopro ao de leve as lembranças que me sobraram da beira da dor. Na sombra, e só aí, ninguém me acompanha nem ao lamento que arrasto à beira-mar. A minha estrela, que já não é minha (e como o foi em tantas noites...), já não me desce aos ouvidos e a Lua já não é o meu baloiço. Felizmente, o céu continua no meu destino.&lt;br /&gt;Ninguém compreende.&lt;br /&gt;Hoje, como em tantos outros dias, já não importa; pego nos meus cinco minutos de paz e descanso as minhas lágrimas. Sou eu, sou só eu, e eu não posso ficar só. Desesperadamente, as ondas parecem mares que elevam a distância do meu grito ao quadrado.&lt;br /&gt;O horizonte que fito já ninguém olha, e a longitude entre mim, ninguém a vê.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8272760-109663305906252493?l=armadilhadaspalavras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://armadilhadaspalavras.blogspot.com/feeds/109663305906252493/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8272760&amp;postID=109663305906252493' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8272760/posts/default/109663305906252493'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8272760/posts/default/109663305906252493'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://armadilhadaspalavras.blogspot.com/2004/10/sopro-ao-de-leve-as-lembranas-que-me.html' title=''/><author><name>ninguém</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8272760.post-109658541750789594</id><published>2004-09-30T23:59:00.000+01:00</published><updated>2004-10-01T00:03:37.506+01:00</updated><title type='text'>As mãos</title><content type='html'>As mãos não acreditam no sentir, como se a pele fosse um jogo do faz de conta. Tu dormes quieta ao meu lado, aonde a paz do meu coração te adormeceu. Há um sentir dormente que desperta na manhã e a isso não chamo amor. Tu não te importas, o teu sorriso diz quase tudo, mas o quente da tua mão que sossega o lábio ainda vibrante da palavra anterior, ainda diz mais. Gosto das mãos que falam; que pedem com a palma estendida qual báu aberto a espera da entrega do tesouro; das que oferecem com os dedos esticados como se nos procurassem; das&lt;br /&gt;que acariciam sem pressionar com a lentidão das coisas que não têm importância; das que se entrelaçam numa união mais forte que um cadeado de chave atirada ao vento. As tuas, falam docemente pela manhã e os teus olhos são só uma paisagem. As mãos brincam, são crianças risonhas num parque infantil saltando de diversão em diversão; são exploradoras tenazes que desbravam a selva; são jardineiras de um jardim colorido como os teus olhos. As mãos beijam-se fazendo cornucópias e um bailado moderno no ar. Estão dadas, longamente oferecidas à troca de prazer. Nas tuas mãos um abraço final principia.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8272760-109658541750789594?l=armadilhadaspalavras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://armadilhadaspalavras.blogspot.com/feeds/109658541750789594/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8272760&amp;postID=109658541750789594' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8272760/posts/default/109658541750789594'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8272760/posts/default/109658541750789594'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://armadilhadaspalavras.blogspot.com/2004/09/as-mos.html' title='As mãos'/><author><name>Shinho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11205520394386750194</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8272760.post-109650253554176150</id><published>2004-09-30T01:57:00.000+01:00</published><updated>2004-09-30T01:13:23.736+01:00</updated><title type='text'>um verão cheio de ti</title><content type='html'>foi um verão cheio de ti. um verão cheio de luz nos teus olhos. cheio de conversas que imitavam palavras escritas. foram cartas escondidas em silêncios desbravados numa praia. as rochas que saltamos, os pés que molhamos cresciam como memórias que não morriam. foram grãos de areia contados entre o indicador e o polegar, a ampulheta do tempo a imitar o bater do coração instalado nos segundos do verdadeiro tempo. foram longos os passeios que destruiam a tarde, que subjugavam o pôr-do-sol até nos perdermos na noite. foi o orvalho que tombava nos teus olhos de riso, o humor da minha alma patética como um elogio terno. foram de novo as palavras, agora sussuradas aonde dormia o silêncio da noite. foi a boca no ouvido a escrever segredos nas orelhas, adornos ainda mais reluzentes que brincos de prata na ternura da aurora. foram textos de intimidade no diário de uma só noite. foi de novo o sol, foram de novo dias como outros dias, como os dias que se seguiram. foi de novo a praia, o sol que queimava o teu corpo cada vez mais queimado, foram os olhares que regressavam em vagas de timidez. foram os toques na pele as feridas que ardiam depois das despedidas. foram os momentos em que ficava sozinho, a escrever, a escrever-te cartas imaginadas que se perdiam nos sonhos e não regressavam. foram as histórias embriagadas no final da tarde, foi essa tarde que mais uma vez se perdeu na noite, nessa noite que na praia, junto ao mar, te abracei o tempo todo que ousaste permitir. foi uma noite toda embalada nos meus braços, os segredos eram silêncios transmitidos boca a boca, as palavras saliva enredada no céu estrelado da boca. foram palavras estrangeiras trocadas no dicionário dos dedos, traduções de dialectos na brincadeira de duas línguas. foram noites cada vez mais silenciosas vividas na câmara escura dos olhos. trancados nas paredes finas de pálpebras, falavamos com as mãos nos cadernos escuros do corpos. foram noites de textos longos que só falavam de prazer. foram prazeres que foram repetidos no final de noites, no final dos dias, e dias seguidos, em dias consecutivos, no próprio dia as vezes que a alma queria, e o corpo lá ia e vinha cada vez mais escrito de memórias que não iriam querer morrer. foi a noite que choveu, qual diluvio que te levasse, qual chuva que te molhava os olhos de dor, que te escondia o sorriso num abraço dado na alma. foi a chuva que te levava, que extinguia o verão. foi a chuva nos meus olhos quando te vi partir, por detrás de um vidro que te levava, pingado de dor que escorregava por esse mesmo vidro que te levava cada vez mais longe, cada vez mais longe, cada vez mais longe...&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8272760-109650253554176150?l=armadilhadaspalavras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://armadilhadaspalavras.blogspot.com/feeds/109650253554176150/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8272760&amp;postID=109650253554176150' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8272760/posts/default/109650253554176150'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8272760/posts/default/109650253554176150'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://armadilhadaspalavras.blogspot.com/2004/09/um-vero-cheio-de-ti.html' title='um verão cheio de ti'/><author><name>Shinho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11205520394386750194</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8272760.post-109649085146413375</id><published>2004-09-29T21:43:00.000+01:00</published><updated>2004-09-29T21:47:31.466+01:00</updated><title type='text'>a chuva...</title><content type='html'>"(...) A chuva molhava meu rosto gelado e cansado&lt;br /&gt;As ruas que a cidade tinha já eu percorrera&lt;br /&gt;Meu choro de moça perdida gritava à cidade&lt;br /&gt;Que o fogo do amor sob a chuva em instantes morrera...&lt;br /&gt;A chuva ouviu e calou meu segredo à cidade&lt;br /&gt;E eis que ela bate no vidro trazendo a saudade&lt;br /&gt;E eis que ela bate no vidro, trazendo a saudade..."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8272760-109649085146413375?l=armadilhadaspalavras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://armadilhadaspalavras.blogspot.com/feeds/109649085146413375/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8272760&amp;postID=109649085146413375' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8272760/posts/default/109649085146413375'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8272760/posts/default/109649085146413375'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://armadilhadaspalavras.blogspot.com/2004/09/chuva.html' title='a chuva...'/><author><name>ninguém</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8272760.post-109645894989506816</id><published>2004-09-29T13:52:00.000+01:00</published><updated>2004-09-29T12:55:49.896+01:00</updated><title type='text'>...</title><content type='html'>Voltada para o céu, tudo o que sinto em volta é vago. Só as ideias de nós prevalecem e os dados não jogam mais nas casas certas.Aqui estou, sem fôlego nem razão só de te lembrar e ao teu sorriso que faz tremer o céu. Os cabelos fogem-me ao vento e a razão também.&lt;br /&gt;Voltada para o céu, de queixo erguido para o vento, o mar tão longe que não sei, sonho. O tempo é mesmo o inimigo, as tréguas que podia dar ecoam-me na saudade e suponho, talvez nada me faça parar.Voltada para a Lua, idolatro a dor que trago no peito cantando-a.&lt;br /&gt;Eis que me lembro de ti.&lt;br /&gt;No meio do Inverno, a cidade que vejo silencia e eu páro, "dizer que te amo é como uma cabeça de alfinete no Universo", dos meus olhos húmidos saem pautas de sonhos e só a tua existência me representa a realidade.&lt;br /&gt;Já não há dores nem demoras que me afastem do meu ninho.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8272760-109645894989506816?l=armadilhadaspalavras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://armadilhadaspalavras.blogspot.com/feeds/109645894989506816/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8272760&amp;postID=109645894989506816' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8272760/posts/default/109645894989506816'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8272760/posts/default/109645894989506816'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://armadilhadaspalavras.blogspot.com/2004/09/blog-post.html' title='...'/><author><name>ninguém</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
